Alegrete registrou uma redução nos crimes relacionados à violência contra a mulher em julho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados fazem parte dos Indicadores da Violência Contra a Mulher – Lei Maria da Penha, divulgados mensalmente pela Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP/RS).
Segundo o levantamento, foram contabilizados 20 crimes relacionados à Lei Maria da Penha em Alegrete durante julho deste ano. Embora o número represente uma redução em relação a julho de 2025, os registros mostram que a violência contra as mulheres continua presente no município.
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Em julho de 2025, foram registrados 25 crimes, incluindo um caso de feminicídio que marcou o período pela extrema violência. Naquele mês, também foram contabilizados 16 casos de ameaça e oito ocorrências de lesão corporal decorrente de agressões contra mulheres.
Julho de 2026 não teve feminicídio
Um dos principais pontos positivos apresentados pelos números deste ano é a ausência de registros de feminicídio em julho de 2026. Também não houve registro de tentativa de feminicídio no período.
Apesar disso, outras formas de violência permaneceram sendo identificadas pelas forças de segurança.
Entre os registros de julho deste ano estão 11 casos de ameaça, que chegaram ao conhecimento das autoridades policiais. Também foi registrada uma ocorrência de estupro.
Outro número que chama atenção é o de lesões corporais. Ao longo do mês, oito mulheres foram vítimas de algum tipo de lesão corporal decorrente de agressão, conforme os registros oficiais.
Comparativo de julho
| Tipo de ocorrência | Julho de 2025 | Julho de 2026 |
|---|---|---|
| Feminicídio | 1 | 0 |
| Tentativa de feminicídio | Não informado no levantamento apresentado | 0 |
| Ameaça | 16 | 11 |
| Lesão corporal | 8 | 8 |
| Estupro | Não informado no levantamento apresentado | 1 |
| Total de crimes relacionados à Lei Maria da Penha | 25 | 20 |
Os números mostram uma queda de cinco ocorrências na comparação entre os dois períodos, o equivalente a uma redução de 20% no total de crimes registrados.
A redução, entretanto, não significa que o problema esteja superado. Os registros de ameaça e agressão física demonstram que dezenas de mulheres continuam recorrendo às autoridades ou sendo identificadas em situações de violência.
A violência que chega ao conhecimento das autoridades
Os Indicadores da Violência Contra a Mulher são produzidos a partir dos registros das ocorrências acompanhadas pelos órgãos de segurança pública. Por isso, os números representam os casos que chegaram ao conhecimento das autoridades e foram registrados oficialmente.
Ameaças, agressões físicas, estupros e feminicídios fazem parte de uma cadeia de diferentes formas de violência que pode atingir mulheres dentro ou fora do ambiente doméstico e familiar.
A Lei Maria da Penha estabelece mecanismos de proteção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. A existência de registros oficiais é fundamental para que o poder público possa acompanhar a realidade, identificar tendências e direcionar políticas de prevenção e proteção.
Um alerta que permanece
Embora julho de 2026 tenha apresentado números inferiores aos registrados no mesmo mês de 2025, os dados reforçam que a violência contra a mulher continua sendo uma questão de segurança pública e de proteção social em Alegrete.
O fato de não ter sido registrado nenhum feminicídio ou tentativa de feminicídio durante o mês representa uma diferença importante em relação ao cenário de julho do ano anterior. Entretanto, os 11 registros de ameaça, o caso de estupro e as oito ocorrências de lesão corporal mostram que a violência continua fazendo parte da realidade de mulheres do município.
Os dados são divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, por meio do monitoramento mensal dos Indicadores da Violência Contra a Mulher – Lei Maria da Penha, permitindo acompanhar a evolução das ocorrências nos municípios gaúchos.
Em Alegrete, o mês de julho terminou com 20 crimes registrados, cinco a menos do que no mesmo período de 2025. A queda é um dado positivo, mas os números também reforçam a necessidade de manter ações de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres.
Canais para denúncia:
180 – Central de Atendimento à Mulher
190 – Brigada Militar
(55) 99651-3166 – ONG Amoras
(55) 3961-1123 – CREAS Alegrete
(55) 3422-4783 – Ministério Público
(55) 3421-2521 – Defensoria Pública
A orientação das autoridades é para que qualquer situação de violência seja denunciada o quanto antes. O registro da ocorrência e o acionamento da rede de proteção são considerados fundamentais para interromper o ciclo da violência e evitar que novos casos evoluam para feminicídio.

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