O cinema de Alegrete ganhou destaque nacional no 54º Festival de Cinema de Gramado, realizado em agosto de 2026. O cineasta alegretense Hique Montanari foi um dos grandes nomes da premiação com o longa-metragem gaúcho “A História Mais Triste do Mundo”, que conquistou seis Kikitos na Mostra Competitiva de Longas-Metragens Gaúchos.
Dirigido e roteirizado por Montanari, o filme se destacou em importantes categorias da mostra estadual. A produção recebeu os prêmios de Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Musical e Melhor Desenho de Som, tornando-se o longa com o maior número de troféus entre os filmes gaúchos da competição.
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O reconhecimento de Melhor Direção consagrou o trabalho do cineasta alegretense à frente da obra. No palco do Palácio dos Festivais, em Gramado, o prêmio foi entregue por Sofia Ferreira, diretora do Instituto Estadual de Cinema (IECINE), em uma celebração à condução artística e à maturidade autoral de Montanari.

Seis Kikitos para a produção gaúcha
“A História Mais Triste do Mundo” venceu nas seguintes categorias:
Melhor Direção: Hique Montanari;
Melhor Roteiro: Hique Montanari;
Melhor Ator: Arthur Seidel;
Melhor Fotografia: Juarez Pavelak;
Melhor Trilha Musical: João Vitor Costa Dias;
Melhor Desenho de Som: Gabriela Bervian.
O resultado colocou o filme entre os principais destaques da mostra gaúcha e ampliou a visibilidade do trabalho de Montanari no cenário cinematográfico do Estado.
Uma história marcada por abandono, medo e descobertas
Adaptado da obra do escritor Mário Corso, “A História Mais Triste do Mundo” acompanha Marco, um menino de 10 anos que é vendido pelos próprios pais para um circo itinerante.
A partir daí, o garoto passa a viver em condições severas de abandono e é obrigado a trabalhar com a trupe. Entre as situações enfrentadas pelo personagem está a obrigação de dividir uma jaula e dormir ao lado de um leão.
O animal, entretanto, não é a única fonte de medo para Marco. O menino também se torna ajudante de um palhaço que desperta nele um temor ainda maior. Em meio a uma realidade marcada pela violência e pela ausência de proteção familiar, o protagonista encontra nas relações com outras duas crianças da companhia circense uma possibilidade de amizade, afeto e esperança.
A narrativa também aborda a descoberta do primeiro amor, criando um contraste entre a dureza da infância vivida por Marco e os vínculos que ele constrói ao longo da trajetória.
“Filhas da Lua” leva os principais prêmios da mostra
Apesar de “A História Mais Triste do Mundo” ter conquistado o maior número de troféus, os principais prêmios da Mostra Competitiva Sedac/Iecine de Longas-Metragens Gaúchos ficaram com outra produção.
O documentário “Filhas da Lua”, dirigido por Tatiana Sager, recebeu o prêmio de Melhor Longa Gaúcho e também venceu na categoria de Melhor Filme pelo Júri Popular.
A produção ainda conquistou o Kikito de Melhor Montagem, para Gabriel Sager Rodrigues.
A premiação ficou, portanto, dividida entre dois grandes destaques: “Filhas da Lua”, reconhecido como o melhor longa gaúcho e também pelo voto do público, e “A História Mais Triste do Mundo”, que acumulou seis prêmios individuais.
Lista de vencedores da Mostra Gaúcha
| Categoria | Vencedor | Filme |
|---|---|---|
| Melhor Longa Gaúcho | Tatiana Sager | Filhas da Lua |
| Melhor Filme – Júri Popular | Tatiana Sager | Filhas da Lua |
| Melhor Direção | Hique Montanari | A História Mais Triste do Mundo |
| Melhor Roteiro | Hique Montanari | A História Mais Triste do Mundo |
| Melhor Ator | Arthur Seidel | A História Mais Triste do Mundo |
| Melhor Atriz | Áurea Baptista | Remanente – Voltagem |
| Melhor Montagem | Gabriel Sager Rodrigues | Filhas da Lua |
| Melhor Fotografia | Juarez Pavelak | A História Mais Triste do Mundo |
| Melhor Direção de Arte | Tiago Retamal | Remanente – Voltagem |
| Melhor Trilha Musical | João Vitor Costa Dias | A História Mais Triste do Mundo |
| Melhor Desenho de Som | Gabriela Bervian | A História Mais Triste do Mundo |




Alegrete em evidência no cinema gaúcho
A conquista de Hique Montanari representa um momento de destaque para Alegrete dentro da produção cinematográfica do Rio Grande do Sul. Ao receber o Kikito de Melhor Direção em um dos mais tradicionais festivais de cinema do país, o cineasta leva o nome do município para o centro da cena audiovisual gaúcha.
O desempenho de “A História Mais Triste do Mundo” também evidencia a força da produção cinematográfica do Estado, que teve diferentes obras reconhecidas em categorias técnicas, artísticas e de preferência do público.




Com seis Kikitos, a produção dirigida pelo alegretense encerrou sua participação no 54º Festival de Cinema de Gramado como o filme mais premiado da Mostra Competitiva de Longas-Metragens Gaúchos, consolidando Hique Montanari entre os destaques da edição de 2026.
Fotos: Festival de Cinema de Gramado: Cleiton Thiele, Ticiane da Silva, Edison Vara – Ag.Pressphoto

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