Caged: Alegrete fecha junho com saldo zerado, mas encerra semestre com perda de mais de 200 empregos

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgou os dados referentes ao mês de junho e, consequentemente, o fechamento do primeiro semestre de 2026 em Alegrete.

Os números refletem não apenas o desempenho do mercado de trabalho no último mês, mas também o cenário econômico dos principais setores produtivos do município ao longo dos seis primeiros meses do ano.

Em junho, Alegrete registrou 425 admissões e 425 desligamentos, encerrando o mês com saldo zerado, ou seja, o mesmo número de trabalhadores contratados foi equivalente ao de demissões. Entre os setores, a Construção apresentou o melhor desempenho, com 48 admissões, 32 desligamentos e saldo positivo de 16 vagas, seguida pela Indústria, que fechou o mês com saldo de 6 empregos.

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Por outro lado, a Agropecuária registrou o pior resultado em junho, com saldo negativo de 11 vagas, resultado de 86 contratações e 97 desligamentos. Também fecharam o mês no vermelho os setores de Serviços (-6) e Comércio (-5).

Semestre encerra com perda de 222 postos de trabalho

No acumulado de janeiro a junho, Alegrete contabilizou 2.517 admissões e 2.739 desligamentos, resultando em um saldo negativo de(- 222) empregos formais.

A maior retração ocorreu na Agropecuária, que perdeu 133 postos de trabalho no semestre. O setor realizou 405 admissões e 538 desligamentos, sendo o principal responsável pelo saldo negativo do município. O Comércio também apresentou desempenho desfavorável, com saldo de -90 vagas, seguido pela Indústria (-76).

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Na contramão, apenas dois setores fecharam o semestre com geração de empregos. O destaque foi o setor de Serviços, responsável pela criação de 48 vagas, resultado de 786 admissões e 738 desligamentos. A Construção também terminou o período no azul, com saldo positivo de 29 empregos.

Apesar da estabilidade observada em junho, o resultado acumulado demonstra que o mercado de trabalho formal de Alegrete ainda enfrenta dificuldades em 2026, especialmente em segmentos ligados à agropecuária, comércio e indústria, que concentraram as maiores perdas de vagas no primeiro semestre.

Fonte: Caged

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