Apesar de ser um exame bastante conhecido, muitas pessoas ainda não sabem exatamente o que ele avalia e por que é tão importante. A boa notícia é que, a partir de uma pequena amostra de sangue, o hemograma pode fornecer informações valiosas sobre o funcionamento do organismo, além de auxiliar no diagnóstico e no acompanhamento de diversas doenças.
O hemograma é um exame laboratorial que analisa as células presentes no sangue. Ele avalia três grupos principais: as hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos; os leucócitos, que são as células de defesa do organismo; e as plaquetas, responsáveis por participar do processo de coagulação do sangue.
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As hemácias têm a função de transportar oxigênio para todos os tecidos do corpo. Quando sua quantidade ou suas características estão alteradas, o exame pode indicar a presença de anemia, deficiência de vitaminas, algumas doenças hereditárias ou até mesmo alterações relacionadas à medula óssea. Em muitos casos, sintomas como cansaço excessivo, fraqueza, falta de ar e tonturas podem estar associados a essas alterações.
Os leucócitos fazem parte do sistema imunológico e atuam na defesa contra vírus, bactérias, fungos e outros agentes capazes de causar doenças. Quando o número dessas células está elevado, pode haver um processo infeccioso ou inflamatório em andamento. Já valores abaixo do esperado podem indicar uma redução da capacidade de defesa do organismo, tornando a pessoa mais vulnerável a infecções.
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As plaquetas desempenham um papel fundamental na coagulação do sangue. Quando estão em quantidade reduzida, aumenta o risco de sangramentos, que podem se manifestar por manchas roxas frequentes, sangramento nas gengivas ou no nariz e dificuldade para interromper pequenos sangramentos. Por outro lado, quando estão muito elevadas, dependendo da causa, pode haver maior risco de formação de coágulos.
Além de auxiliar na investigação de doenças, o hemograma também é muito utilizado em exames de rotina. Mesmo pessoas que não apresentam sintomas podem realizar esse exame como parte da avaliação periódica da saúde. Ele também é frequentemente solicitado antes de cirurgias, durante internações, no acompanhamento de tratamentos e na avaliação da resposta do organismo a medicamentos.
É importante destacar que o hemograma, por si só, não fecha um diagnóstico. Ele funciona como uma peça importante do quebra-cabeça, oferecendo pistas que precisam ser interpretadas em conjunto com a história clínica do paciente, o exame físico e, quando necessário, outros exames laboratoriais e de imagem. Por isso, alterações no resultado não significam, necessariamente, a presença de uma doença grave.
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Em resumo, o hemograma é um exame rápido, acessível e de grande utilidade para a medicina. Sua capacidade de identificar alterações nas células do sangue permite detectar precocemente diversos problemas de saúde, acompanhar a evolução de doenças e orientar o tratamento de forma mais segura. Manter os exames em dia e contar com a interpretação de um profissional de saúde são atitudes importantes para cuidar da saúde e promover mais qualidade de vida.
Jucelino Medeiros Marques Junior
Mestre em Química Analítica – UFSM
Especialista em Gestão de Processos e Qualidade – Uninter
Especialista em Processos Industriais Estéreis – Centro Universitário Católico Ítalo Brasileiro
Especialista em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica – ICQT
Farmacêutico – CRF 16567

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