Médica grávida diz ter sido agredida por mãe de paciente

Mulher teria se exaltado por conta da demora na liberação da filha

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Uma médica pediatra grávida de gêmeos diz ter sido agredida no começo da manhã deste domingo pela mãe de uma paciente enquanto trabalhava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas, localizada no bairro Rio Branco, em Canoas. A mulher estava com a filha de quatro anos, que era atendida no local desde o final da madrugada.
A criança deu entrada na unidade por volta das 5h40min. De acordo com o secretário de saúde do Município, Marcelo Bósio, ela teria sido atendida em cerca de 10 minutos e, aproximadamente 15 minutos depois, já estava medicada. No entanto, como apresentava episódios de vômito, precisou ficar em observação.
Enquanto aguardava a filha ser liberada, a mãe da paciente começou a gritar, segundo relatos de seguranças ouvidos pelo Sindicato Médico do RS (Simers), chamado ao local após a denúncia de agressão. A médica teria pedido apoio da segurança para prestar atendimento no consultório, pois temia pela reação da mãe.
— De repente, ela me deu um chute, depois outro. O marido tentou contê-la — descreveu a pediatra ao sindicato.
— A mãe ficou preocupada porque estava demorando. A médica, que assumiu o plantão às 7h, chamou os pais pra explicar que a criança estava bem. Não havia motivo para agressão. O atendimento foi ágil, inclusive, na triagem, o caso foi classificado como verde (pouco urgente) — explica Bósio.
O Simers afirma que, além de médicos, outros trabalhadores já foram vítimas de violência no local neste ano — um deles envolvendo arma de fogo. O secretário Marcelo Bósio admite que, em 2013, um caso semelhante fez com que as rotinas da unidade fossem alteradas, mas avalia que as ações de segurança têm funcionado.
— É uma situação muito pontual. Há mais de um ano não temos uma ocorrência assim. Ano passado, tivemos uma situação dessas e mudamos a rotina da unidade. Inclusive, temos um pediatra a mais no plantão da noite. Ninguém poderia prever que ela fosse agredir a médica. A conduta da equipe foi acertada, mas, mesmo assim, acabou acontecendo a agressão. O que nos preocupa é que as pessoas tem que entender é que há meios de reclamar que são mais eficientes do que a agressão — reforça.
A médica, que está com 21 semanas de gestação, foi avaliada no Hospital Universitário (HU), afastando riscos aos bebês. No começo da tarde, a pediatra registrou o caso na Central de Polícia Civil, no bairro Moinhos de Vento. Nesta segunda, ela fará exame de corpo de delito. A denúncia deve resultar em inquérito na Delegacia da Mulher.
Fonte: Zero Hora
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