Música nativista se despede de Adão Quintana Vieira, um dos grandes compositores da cultura gaúcha

A música nativista do Rio Grande do Sul amanheceu de luto neste sábado (1º). Morreu na noite de sexta-feira (31), aos 70 anos, o compositor, melodista e instrumentista Adão Quintana Vieira, considerado um dos nomes mais importantes da canção regional gaúcha e um dos pilares do tradicional Grupo Parceria.

O artista faleceu às 23h15 no Hospital São Lucas, em Porto Alegre. A cerimônia de despedida ocorre neste sábado, a partir das 16h, na Sala 1 da Angelos, em Uruguaiana. O sepultamento está marcado para as 10h de domingo (2), no Cemitério Municipal Nossa Senhora de Santana.

Natural de Uruguaiana, Adão Quintana Vieira dedicou sua vida à valorização da identidade cultural do Rio Grande do Sul. Ao longo de décadas, transformou em música o universo campeiro, as paisagens do Pampa, os costumes do povo gaúcho e as tradições missioneiras, consolidando uma obra respeitada por músicos, intérpretes e admiradores da cultura regional.

Sua trajetória esteve intimamente ligada ao Grupo Parceria, uma das formações mais premiadas dos festivais nativistas do Estado. Ao lado do irmão, João Quintana Vieira, construiu uma parceria artística responsável por melodias que marcaram época e ajudaram a escrever capítulos importantes da história da música nativista.

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Nos festivais, seu talento foi reconhecido repetidas vezes. No Carijo da Canção Gaúcha, em Palmeira das Missões, tornou-se um dos compositores mais premiados da história do evento, assinando obras consagradas como Despedida de um Mateador, Peão das Horas, Homens de Ontem e Quem São Eles.

Também deixou sua marca na Jornada Nativista de Caibaté com a melodia de Missões, Verdade e Legenda, composição vencedora do festival em seu retorno após três décadas, com letra de Nenito Sarturi. Na Casilha da Canção Farrapa, em Itaqui, destacou-se com o rasguido doble Aos Cavalos Farroupilhas, em parceria com Sílvio Aymone Genro.

Mais do que colecionar premiações, Adão Quintana Vieira contribuiu para manter viva a essência da música regional gaúcha. Suas milongas, chamarras e rasguidos seguem presentes nos palcos dos festivais, nas rodas de mate e no repertório de artistas que encontram em suas composições a expressão da alma do Rio Grande do Sul.

Em nota, a família Quintana Vieira e o Grupo Parceria agradeceram as inúmeras manifestações de carinho e solidariedade recebidas desde o anúncio do falecimento. A causa da morte não foi informada.

Fonte: Ramon Mendes e Tiago Santos Silveira – Jornalismo RP.

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