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Show da rapper Negra Jaque “sacode” Feira do Livro de Alegrete
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A rapper porto-alegrense, que cresceu no Morro da Cruz em Porto Alegrete roubou a cena no início da noite de sexta-feira (14). Negra Jaque fez um show elogiável na 40ª Feira do Livro de Alegrete.

Em 2006, já compartilhando experiências com outros artistas de rap, passou a escrever suas rimas. A colocar no papel as coisas pelas quais estava passando confessa a porto alegrense, que é pedagoga e trabalha com educação infantil em uma escola da Cidade Baixa. Em 2007, passou a fazer parte do grupo Pesadelo do Sistema.

No ano de 2013, Negra Jaque decidiu trilhar o seu caminho sozinha, e a carreira deu um salto. Foi a primeira mulher a vencer a Batalha do Mercado, tradicional evento de hip-hop de Porto Alegre. Com a premiação, gravou seu primeiro EP, intitulado Sou. Em abril do ano passado, lançou em um evento no bairro Partenon, Deus que Dança, com letras que buscam valorizar a identidade negra e principalmente o hip-hop feito por mulheres.

A cantora revela que o disco é um questionamento: que Deus é esse? Para mim é energia, e ele pode ser uma mulher negra, um menino, uma criança – explica a artista, que, após conquistar seu espaço num ambiente dominado por homens, tem de enfrentar o sexismo da cena hip-hop de Porto Alegre.

E foi nessa vibe que Negra Jaque destilou o seu melhor hip-hop na Feira de Alegrete. A pedagoga mostrou letras com temas atuais e recebeu o aplauso do público que vibrou a cada canção. De puro ativismo e postura, Nega Jaque destacou a valorização do hip hop feminino. Como uma militante do Rap, Negra Jaque falou pela comunidade em suas rimas.


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