Adoção no mundo animal: égua adota terneira rejeitada pela mãe
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Os animais são capazes de adotar outros bichinhos, inclusive de espécies diferentes, devido aos mais variados motivos e circunstâncias. Nesta edição, o PAT vai mostrar o caso de uma égua que adotou uma companheira inusitada que, em outras situações, poderia-se dizer que seria quase improvável, uma terneira.

 

Os cenários que favorecem esses comportamentos de “mães” adotivas variam bastante, já que em alguns casos elas simplesmente aceitam esses animais como se fossem os seus filhos – como se substituíssem as crias de fato. Em outros casos, também pode ocorrer as interferências de seres humanos  que colocam os animais em conjunto desde cedo, desenvolvendo vínculos de amizade.

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Vamos conhecer um pouco dessa história:

Em época de pandemia, muita coisa acontecendo, presenciar momentos assim, não tem “dinheiro que pague”, é uma paz sem explicação. Nos faz refletir muito. O amor entre os animais fala mais alto e é de admirar, uma cena que toca os corações”, disse a alegretense Luíze Silveira.

Ela é neta de Eustáquio Vilaverde de 78 anos e Marlene Silveira, 75 anos, proprietários de um estabelecimento rural no interior do Município, na localidade de Santa Trama, no Durasnal.

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Luíze foi a responsável por enviar informações sobre esse momento sublime entre os animais. Ela narrou um pouco da história de uma terneira guacha, carinhosamente chamada de Princesa e da égua Aragana de 4 anos.

O mais inusitado é que Aragana não teve cria recentemente, mas adotou a terneira Princesa que foi rejeitada pela mãe. Luíze destaca que a avó sempre teve uma grande paixão e cuidados com os animais e, em casos de perda da mãe ou qualquer outro imprevisto cuidou de todos como guachos. O carinho sempre superou a falta de afeto.

Mas, desta vez,  a terneira Princesa, guacha da avó Marlene, surpreendeu a todos. Na imagem o registro de como ela se sente protegida, acolhida e encontrou o carinho, o amor, o afeto na égua. Aragana(égua), é a companheira da lida de campo do avô Eustáquio Vilaverde – disse Luíze.

O estabelecimento fica situado no interior do Durasnal, “Sanga da Trama”. Ela citou que Aragana não teve cria, é uma égua nova, acredita-se que Princesa se aproximou da égua por instinto mesmo, por falta da mãe. Mesmo sendo nova e sem cria, a mesma aceitou a terneirinha como sua.

 

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Princesa que foi rejeitada por sua mãe, está recebendo muito mais amor e afeto de uma égua que, mesmo sem nunca ter amamentado a deixa mamar quando tem vontade. De tanto estimular, acredita-se que a égua possa ter produzido leite. E, desde o dia 20-10 a ternerinha que é o xodó da Vó Marlene, também passou a ser da Aragana. “A vó já tem por hábito criar guachinhos, tanto bovinos, como ovinos. Desde a infância eu, meus irmãos e primos vivenciamos esse lindo amor dela pelos animais, nós também já tivemos os nossos guachinhos. Hoje, são os bisnetos que convivem e desfrutam de momentos assim. E para nossa surpresa no sábado, 31-10 mais uma guachinha chegou para alegrar, dar cor e mais longevidade aos dias de nossa avó. Desta vez, uma ovelhinha órfã de mãe, que já tornou-se amiga da princesa”- concluiu Luíze.

 

 

Flaviane Antolini Favero


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