Amor e esperança geram cirurgia inédita em bebê na Santa Casa

O bebê foi operado com 23 dias de vida e já vai receber alta.

Todos os esforços da Santa Casa e de toda a comunidade para manter os atendimentos do hospital não são em vão. Muitas vidas são salvas, são devolvidas a sua rotina, com um conjunto de ações movidas por acolhimento, amor e esperança.

Nessa semana, teve alta um bebê de pouco mais de 1 mês, que passou por uma cirurgia delicada. A mãe do paciente veio de Quaraí. O bebê nasceu em 30 de abril, com 38 semanas, pesando aproximadamente 4 kg.

Luiz Enrique D’ávila Irrazabal, tinha um diagnóstico pre natal de hidrocefalia, uma alteração de nascimento. O parto não teve intercorrências, mas a mãe veio para Alegrete, pois o bebê precisava ser avaliado por um neurocirurgião, uma vez que tinha a indicação de uma cirurgia neurológica.

Segundo a médica neonatologista Marilene Campagnolo, responsável técnica pela UTI Neonatal, ele nasceu bem, mas fez tratamento para uma infecção e, vindo para Alegrete, se manteve na UTI, no aguardo de avaliação para tratamento cirúrgico.

Através do Gerint, órgão estadual regulador de leitos, outros hospitais foram acionados, inclusive o de Uruguaiana, que é a referência, mas estava sem leito disponível na UTI Neonatal. “Santa Maria também não tinha como recebê-lo. A única opção seria Porto Alegre, mas o acesso à cidade estava limitado, pois havia todo o caos das estradas, em função das enchentes”, informa a médica.

A Santa Casa, através da UTI Neonatal e contando com o apoio do médico neurocirurgião Maurizio Padoin e sua equipe de anestesiologistas, decidiu por realizar a cirurgia, quando o bebê estava com 23 dias. Ele explica que a cirurgia consiste em colocar um cateter no interior do ventrículo cerebral, que ligado a essa válvula especial, atua conforme a pressão deste líquido. “Assim o excesso é drenado por um cateter subcutâneo até o abdômen, aonde é absorvido”, explica.

Para Padoin, a cirurgia foi de extrema importância para regular a pressão intracraniana “e assim proteger e proporcionar desenvolvimento do cérebro do bebê”.

Caso a Santa Casa não acolhesse o bebê e tomasse para si a responsabilidade dessa cirurgia e, graças a seus profissionais, como o neurocirurgião e a equipe do bloco cirúrgico, entre outros, o quadro poderia complicar e determinar sequelas importantes ou até levar a morte do bebê. Essa postura da Santa Casa, com atendimento humanizado, preservando e valorizando a vida, só é possível porque todos os parceiros estão comprometidos com a missão do hospital.

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