Uma gravação das comunicações entre a tripulação e os controladores de tráfego aéreo revelou os momentos que antecederam a queda de um avião no sul da Flórida, nos Estados Unidos, neste domingo (1º). O acidente deixou nove pessoas mortas.
O áudio, divulgado pelo site LiveATC, registra uma sequência de pedidos de ajuda feitos pelo piloto, que relatou dificuldades para controlar a aeronave em meio à turbulência e à formação de gelo. As comunicações mostram que a situação se agravou rapidamente até a declaração de emergência.
Inicialmente, o piloto informou aos controladores que enfrentava turbulência moderada e procurava condições meteorológicas mais favoráveis para continuar o voo. Entretanto, menos de um minuto depois, a tripulação emitiu um alerta de emergência utilizando o código internacional “Mayday”, utilizado em situações de perigo grave e iminente.
Durante a comunicação, o piloto relatou uma descida acentuada da aeronave. Segundo os dados mencionados na gravação, a velocidade de queda chegou a 10 mil pés por minuto e, posteriormente, atingiu aproximadamente 22 mil pés por minuto.
A gravidade da situação ficou evidente nas últimas mensagens transmitidas à torre de controle. Em determinado momento, o piloto afirmou: “Vai se chocar contra o solo”.
Cerca de 35 segundos após o primeiro pedido de socorro, a gravação registra a última frase atribuída ao piloto: “Estamos sem tempo”.
Investigação deverá esclarecer as causas do acidente
A gravação oferece informações sobre as condições enfrentadas pela tripulação nos instantes anteriores à queda, mas não permite, isoladamente, determinar as causas do acidente.
A presença de gelo e a turbulência foram mencionadas pelo piloto durante as comunicações. No entanto, será necessário analisar os dados da aeronave, as condições meteorológicas e os demais elementos técnicos para estabelecer o que provocou a perda de controle.
O acidente deixou nove mortos e mobilizou equipes de emergência no sul da Flórida. As circunstâncias da queda deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Fonte: OGlobo

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