Há 16 anos no ramo funerário, Marcelo da Luz encontrou na profissão uma identificação que surgiu logo nos primeiros dias de trabalho. Mais do que uma atividade profissional, o atendimento às famílias tornou-se uma experiência marcada pela empatia e pela satisfação de poder ajudar quem enfrenta a perda de alguém querido.
O ingresso no ramo funerário aconteceu por necessidade de trabalho. Marcelo começou como agente funerário e conta que, desde o início, sentiu-se em casa. Ao longo dos anos, descobriu que uma das partes mais gratificantes da profissão está justamente na oportunidade de receber as famílias, tratá-las com empatia e oferecer acolhimento em um dos momentos mais delicados de suas vidas.
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Na rotina de trabalho, são frequentes as situações em que familiares chegam abalados, desesperados e sem saber como proceder diante da perda. É nesse momento que a orientação profissional se torna fundamental. Explicar os trâmites necessários, esclarecer dúvidas sobre a cerimônia, orientar sobre os cuidados com o ente querido e acompanhar os procedimentos até o encerramento do atendimento fazem parte de sua atuação.
Para Marcelo, conseguir tranquilizar essas pessoas, fazer com que compreendam cada etapa e saiam mais seguras, bem orientadas e acolhidas é uma das maiores recompensas do trabalho.
“Na maioria das vezes, agradecem o atendimento”, relata.
O reconhecimento das famílias reforça a importância de uma atuação que exige, além do conhecimento sobre os procedimentos, sensibilidade para compreender as necessidades de cada pessoa. Marcelo destaca que a possibilidade de acolher e orientar é algo que alimenta seu coração e recarrega suas energias para continuar na profissão.
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A família como fonte de força
Conviver diariamente com a morte e com a dor das famílias também exige saber lidar emocionalmente com as situações vivenciadas no trabalho. Questionado sobre como enfrenta essa realidade, Marcelo resume sua resposta em uma palavra: família.
É na esposa, nas filhas e, agora, no netinho que encontra sua principal fonte de força. Eles são sua base e representam o apoio que o acompanha diante dos desafios da profissão.
Finados exige ainda mais empatia
Embora a morte e as despedidas façam parte da rotina de quem trabalha no ramo funerário durante todo o ano, o Dia de Finados tem um significado especial para Marcelo.
A data representa um momento de reflexão e de lembrança dos familiares que já partiram. No atendimento, também é uma ocasião que exige ainda mais empatia e compaixão.
Marcelo observa que, neste dia, muitas pessoas já estão com os pensamentos voltados aos familiares falecidos, lembrando de quem partiu e revivendo sentimentos de saudade. Por isso, enfrentar uma nova perda justamente em 2 de novembro pode tornar a experiência ainda mais triste e marcante.
Ter essa percepção é importante para compreender o momento de cada família e oferecer um atendimento pautado no respeito e na empatia que cada pessoa merece.
A experiência de 16 anos de Marcelo da Luz revela uma dimensão importante do trabalho funerário: a necessidade de estar preparado para orientar famílias que, diante da perda, muitas vezes não sabem por onde começar. Em meio aos procedimentos e à organização de uma despedida, o acolhimento também ocupa um lugar fundamental.
Neste Dia de Finados, seu depoimento contribui para uma reflexão que vai além da lembrança daqueles que partiram. Também nos faz olhar para quem permanece, para a dor de cada família e para a importância de encontrar compreensão e respeito nos momentos mais difíceis.
Porque, diante de uma despedida, saber orientar é importante. Mas saber acolher pode fazer toda a diferença.
Marcelo da Luz Atendente comercial — 16 anos de atuação no ramo funerário.

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