A mobilização reuniu amigos da jovem, estudantes, servidores públicos, representantes do Legislativo e integrantes do Executivo municipal em um ato de conscientização e pedido por justiça.

Durante o percurso, os participantes carregaram cartazes e entoaram mensagens de enfrentamento à violência contra as mulheres, com dizeres como “Amor não mata, feminicídio não”, “Feminicídio, basta” e “Mulher tem poder”. As frases reforçaram a importância de combater a violência de gênero e promover o respeito às mulheres.

Com o apoio de um carro equipado com alto-falante, a manifestação percorreu a Rua dos Andradas, levando à comunidade mensagens de paz, respeito e conscientização. A mobilização chamou a atenção de quem passava pelo local e destacou a necessidade de unir esforços para prevenir a violência e evitar que novas vidas sejam interrompidas.




Entre os representantes políticos presentes estavam os vereadores Leandro Meneghetti e Pedro Paraíso, além das secretárias municipais Heili Temp, da Saúde, e Daniela Domingues, da Assistência Social.
A caminhada seguiu até a Praça Getúlio Vargas, onde os participantes se concentraram em frente à Igreja Matriz. No local, foram soltos balões em um gesto simbólico de homenagem a Ana Cristina e de manifestação pelo fim da violência contra as mulheres.
A atividade foi marcada pela participação da comunidade e pelo caráter pacífico da mobilização. Mais do que prestar homenagem à jovem, o ato buscou ampliar a conscientização sobre o feminicídio e reforçar a importância de construir uma sociedade em que as mulheres possam viver sem medo e com seus direitos respeitados.
Representando a família de Ana Cristina, Daniele Alves, familiar da jovem e uma das organizadoras da caminhada, também falou ao microfone durante a manifestação sobre a importância da iniciativa e a necessidade de conscientizar a sociedade sobre a violência contra as mulheres.
O caso
Ana Cristina Pinheiro Milano do Canto, de 21 anos, morreu no dia 4 de outubro, após ser atingida por disparos de arma de fogo dentro de uma residência no bairro Assumpção, em Alegrete. A irmã dela, de 29 anos, também foi baleada e ficou ferida.
O principal suspeito é o ex-companheiro da jovem, um soldado do Exército, de 23 anos, preso em flagrante pela Brigada Militar no mesmo dia. Conforme informações da Polícia Civil, uma das linhas de investigação aponta que o crime teria sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento.
O caso é investigado pela Polícia Civil, em tese, como feminicídio, tentativa de feminicídio e tentativa de homicídio. O suspeito permanece à disposição da Justiça.

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