Detonação na Pedra Rosada; Um trovão que leva ao desenvolvimento e urbanismo inovador

Detonação de 22 toneladas de pedra foi acompanhada de repórteres de Alegrete pela primeira vez, nesta sexta-feira, na jazida Pedra Rosada, no Caverá.

A cobertura inédita foi para demonstrar todo rígido protocolo, que integra especialistas em detonação  com a fiscalização do Exército. Desde o preparo da cava  a penetração líquida de explosivos, a instalação e medição através de um cismógrafo para um evento de menos de um segundo em cada uma das cavas.

60 metros de paredão de pedra calcárea se transformou num vasta monte de pedra bruta que em seguida se transformará em várias obras em Alegrete e região.

Afinal, Alegrete tem um metro quadrado de qualquer obra de alvenaria mais baixo que a maioria dos municípios da região e o motivo é a pedra. Ou a extração da pedra.

A Pedra Rosada, com uma jazida a cerca de 4,5km da cidade facilita a construção civil. Há 42 anos tem sido assim. A empresa foi fundada a 42 anos por Leonel e Neli Hartmann, nos últimos anos administrada por suas filhas Rita, Luiza e Laura, e recentemente adquirida por novos donos, Alegretenses.

Logística facilitada, que torna este setor ecologicamente saudável, uma vez que o transporte é perto da cidade, levando os caminhões economizarem na queima de energia fóssil.

Mais do que isso, diminui o preço do frete em até 100%, se comparado com Quaraí, por exemplo, no valor da tonelada de brita.

Extrair pedra retroalimenta toda cadeia da construção civil, potencializando incorporadoras sólidas, estimulando empresas de artefatos e assim, impulsionando um setor que emprega milhares de trabalhadores, direta e indiretamente.

“A pedra está nos prédios, nas obras públicas, como saneamento, arruamentos e mantendo a construção civil pujante”, explica o novo proprietário o engenheiro, Luís Henrique Bento Leal. A brita é o principal insumo da Construção em geral.

Na mineradora atuam 50 profissionais em diferentes áreas. Além da operação, o empreendimento, depende de técnicos de nível superior permanentes em áreas como Meio Ambiente, Geologia e Engenharia de Minas.

Alegrete mantem um custo muito competitivo na construção e infraestrutura em função da proximidade com a extração e beneficiamento do minério utilizado, sendo que o custo do m2 de uma via pública por exemplo, em Alegrete, custa 35% a menos do que um município que se encontra a 100 km de uma jazida/planta de beneficiamento destas. O concreto usinado, as peças pré-fabricadas de concreto também são muito competitivas, pois estão próximas a jazida.

“O material da Pedra Rosada atende o mercado da construção em geral, a indústria de Concreto Usinado, destacando-se aqui a Ritt Concretos, e diversas industrias de pré-fabricados de concreto, além da indústria de infraestrutura. Na Infraestrutura por exemplo, nas rodovias da região já são mais de 400km de micro asfalto. É um grande ganho para a durabilidade com qualidade” garante Bento Leal.

Nos últimos 42 anos, qualquer residência, hospital, prédio público, escola, via pública, rede de água ou esgoto, artefato pré-fabrico de concreto, concreto usinado e outros, que tenham sido feitos nas cidades de Alegrete, Manoel Viana, São Francisco e outras próximas, muito provavelmente saíram da Pedra Rosada.

Na tarde desta sexta-feira, 03/06/2022 houve detonação na jazida do Caverá.

Uma vasta cadeia de planejadores atuou para que todo evento tenha sido realizado com sucesso.

“Na verdade a lavra mineral pertence a União, sendo que no Brasil, assim como em diversos países do mundo, o direito de lavrar o mineral está acima do direito de posse, quando legalmente concedido. Temos a concessão feita pela União, e temos que pagar a mesma sobre cada grama extraída aqui (com 18 licenciamentos/autorizações rigorosamente fiscalizados). É uma empresa especializada é quem faz a detonação com acompanhamento do Exército”, explica Luís Henrique.

No aparato, até sismógrafo entra em atuação para medir o impacto da detonação.

Cerca de 40 dias é iniciada a perfuração da rocha onde são colocados os explosivos líquidos.

“Há uma série de protocolos realizados por empresas especializadas e acompanhadas pelos órgãos de controle”, disse o engenheiro.

Perguntado sobre o evento de ruídos, que muitas vezes chegam até a área urbana, Luís Henrique explica que “o ruído pode passar pela cidade com alguma vibração sonora, e não tremor do solo. O que ocorre é o deslocamento de ar como no caso de um “trovão”, mas é um risco calculado, obedece a legislação, tem registro dos decibéis e o sismógrafo registra todo o impacto”.

Ou seja: sem o Exército e sem sismógrafo não tem detonação.

O investimento melhoramentos são permanentes, tanto quando demandado por algum órgão de controle ou regulador, ou por iniciativa própria. No ano de 2022 já foram investidos por iniciativa própria grande montante, incluindo acesso asfáltico interno até a área de beneficiamento, faixa de desaceleração na ERS 807, furação de novo poço de água com maior e aumento na capacidade hídrica com caixa d’água de maior potencial.

Por: Paulo De Tarso

Vídeo: Alex Stanrlei

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