Jovem alegretense, estudante de Enologia na Unipampa, já é referência no Bacharelado
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A jovem alegretense Juliana Blaskesi, aos 21 anos e acadêmica do curso Bacharelado em Enologia na Unipampa em Dom Pedrito.

Estudante do único bacharelado em Enologia do Brasil, já que em outras universidade é só técnico, a guria é expert em matéria de safra de vinhos.

Filha do casal Luciana Martins Silveira e Ronaldo Blaskesi Silveira, ela está no curso desde 2018, e mais dois semestres encerra os estudos. Com a pandemia, as aulas são remotas desde agosto de 2020, mas ela tem adquirido muita experiência em trabalhos em vinícolas conceituadas.

Ela explica que a enologia é a ciência que estuda o vinho, desde o plantio da videira até a comercialização da bebida. No curso aprendeu a plantar, podar, adubar as parreiras e depois a colheita. “Vinificamos a uva, fazemos o vinho, e estudamos a parte de marketing e comercialização também”, explica Juliana.

A Unipampa tem um vinhedo experimental e uma vinícola experimental e lá são realizados todos esses processos. Atualmente no 6º semestre, a alegretense recentemente finalizou um estágio na Cooperativa Vinícola Garibaldi. Ela trabalhou na sessão recepção das uvas, onde recebia as uvas, verificava se estavam em condições para o vinho, e dava uma nota de acordo com a qualidade e sanidade da uva.

Foram dois meses e meio em Garibaldi fazendo o tão sonhado estágio. Além disso, ela desenvolveu um projeto de pesquisa realizado na variedade Chardonnay, que foi aceito e apresentado oralmente no Congresso Latino-americano de Viticultura que aconteceu no Peru em 2019.

E 2018, durante o primeiro ano da faculdade, Juliana participou da OIV, que no nome original quer dizer International Organisation of Vine and Wine, na tradução Organização Internacional da Vinha e do Vinho, que é um dos Congressos mais importantes da Enologia. Atualmente a alegretense já participou de duas safras, uma realizada na Unipampa onde produziram alguns vinhos e espumantes e a de 2021 em Garibaldi.

“Eu decidi fazer enologia com 14 anos, sempre quis fazer algo que fosse diferente do habitual, do que estamos acostumados e sempre quis uma profissão que me permitisse viajar e conhecer novos lugares, novas pessoas, novas histórias. Nunca fui de criar raízes. E a enologia me proporciona isso”, destaca a jovem.

 

Juliana conta que desde 2018, já conheceu muitas pessoas e ouvi muitas histórias por conta da profissão. De cada uma procura estar sempre aprendendo e ouvindo. “Nada melhor para criar laços e relações que uma boa garrafa de vinho, não é”, frisa a futura enóloga.

“Sempre me perguntam o que é Enologia, quase ninguém sabe, de todo mundo que me pergunta, até hoje, só encontrei três pessoas que souberam o que era, e eu gosto de contar o que eu faço, que é muito mais que fazer um vinho”, conta Juliana.

 

 

A alegretense já participou do Encontro das Escolas de Enologia que ocorreu em Bento Gonçalves, serviu a mesa principal durante a Avaliação Nacional de Vinhos que aconteceu em 2019. Evento de nível internacional, prestigiado por jornalistas, diretoria da OIV, e convidados franceses e americanos.

Atualmente, Juliana integra o Diretório Acadêmico da Enologia e faz parte de uma confraria juntamente com os colegas. Eles montaram um grupo desde o início da graduação, onde realizam encontros para degustações de bons e seletos vinhos.

Júlio Cesar Santos                                   Fotos: acervo pessoal


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