Não é do vírus, mas uma segunda onda pode atingir o Brasil

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Os Estados Unidos já vivem a repetição desse fenômeno.

Com recorde de casos nos últimos dias, os Estados Unidos enfrentam uma segunda onda, que não é infecciosa e nem viral. Profissionais da saúde em regiões com curvas ascendentes de contágio reclamam de falta de EPIs, os equipamentos de proteção individual. Uma médica denunciava na CNN que teve de lavar sua máscara cinco vezes, por falta de reposição. Manchete do Washington Post, poucos dias atrás: América está ficando sem máscaras, jalecos e luvas. De novo”.

A escassez desse materiais nos Estados Unidos é um sinal de alerta  não apenas para o Brasil, mas para todo o planeta. Por aqui, no começo da pandemia, os preços dispararam. Máscaras e álcool gel sumiram das prateleiras por algum tempo, até que o fornecimento fosse normalizado. A reconversão de fábricas e a queda de barreiras burocráticas para a produção foram decisivas para que a situação ficasse no limite do aceitável. Mesmo assim, a capacidade americana de drenar o mercado, especialmente no segmento focado aos profissionais de saúde, cujos insumos vêm prioritariamente da China e do próprio EUA,  não pode ser desconsiderada. E se necessário for, às vésperas de uma eleição complicada, Donald Trump não pensará duas vezes antes de lembrar o aliado Jair Bolsonaro do velho ditado: Amigos, amigos. Negócios à parte.

 


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