Novas regras para doação de sangue passam a valer a partir de outubro

Doar sangue e um dos atos mais nobres que existe, pois uma pessoa pode, com uma única doação ajudar salvar mais de três vidas.

Para aumentar o número de doadores, novas regras vão começar a valer a partir de outubro. As normas foram definidas depois de novos estudos do Ministério da Saúde e atualizam os critérios para a doação, mantendo os cuidados necessários para garantir a segurança de doadores e pacientes. O Ministério atualizou as regras para doação de sangue no Brasil por meio da Portaria GM/MS nº 11.685/2026, com vigência nacional a partir de 30 de setembro de 2026. As mudanças reduzem prazos de espera para procedimentos e flexibilizam critérios de idade para ampliar o número de doadores sem perder a segurança.

A Secretaria da Saúde, por meio de sua secretária, Heilli Temp, informa que dentre as mudanças para quem for doar sangue, é que as pessoas podem fazer doação até os 70 anos de idade. Com esse novo regulamento técnico da hemoterapia no Brasil, deixa de existir uma idade máxima para quem já tem o hábito de doar, desde que a pessoa permaneça saudável, seja considerada apta na avaliação clínica realizada pelo serviço de hemoterapia e respeite os intervalos e a frequência definidos para essa faixa etária.

Os colaboradores da rádio Nativa FM, Lúcia Neto e do Alegrete Tudo, Júlio César Santos – que são doadores de sangue consideram importante essa mudança diante da grande necessidade de todos os tipos de sangue em Alegrete. Isso vai ajudar, pois tem o prazo entre uma doação e outra e isso diminui o números de pessoas que, voluntariamente, realizam este ato digno e ajudam as salvar muitas pessoas, considera Lúcia.

Mais segurança para as transfusões

O Brasil se tornou o primeiro país do mundo a implantar de forma obrigatória o teste de malária em 100% dos exames de triagem. O NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz, já é utilizado para identificar HIV e hepatites B e C e passa a detectar também o parasita causador da malária.

Com a inclusão do novo teste, o período de impedimento para pessoas que se deslocaram para municípios de áreas endêmicas ou tiveram exposição em regiões de mata, bosque ou floresta passa a ser de 30 dias. Antes, o prazo poderia chegar a 12 meses.

Outra novidade é a adoção do padrão internacional ISBT 128 para identificação de bolsas e amostras. A padronização reforça a rastreabilidade em todas as etapas, desde a coleta até a transfusão ou o encaminhamento do plasma para a produção de medicamentos, reduzindo o risco de erros de identificação.

Melhor aproveitamento das plaquetas

O prazo de validade do concentrado de plaquetas poderá passar de cinco para até sete dias, quando adotadas as medidas de controle de qualidade exigidas. A mudança contribui para reduzir perdas e aumentar a disponibilidade desse hemocomponente, utilizado principalmente no atendimento a pessoas com câncer, pacientes submetidos à quimioterapia, pessoas com doenças hematológicas e outras condições que exigem transfusões frequentes.

Doação no Brasil

Mais do que formar estoques, a doação regular mantém o abastecimento da rede ao longo de todo o ano. Como os hemocomponentes têm diferentes prazos de validade e a demanda é contínua, os serviços de saúde precisam receber novas doações diariamente para evitar períodos de baixa e assegurar que o sangue esteja disponível quando necessário.

Em 2025, o SUS registrou 3.264.138 coletas de sangue, com uma taxa de 15,29 doações por mil habitantes, a maior desde o período da pandemia. Os dados mostram a recuperação gradual das doações, após a redução registrada em 2020.

Para doar, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar pelo menos 50 quilos, estar descansado e alimentado e apresentar documento oficial com foto, que também poderá ser apresentado em formato digital. Adolescentes a partir de 16 anos podem se candidatar, desde que tenham autorização do responsável.

Os interessados devem procurar o hemocentro mais próximo para consultar os horários de atendimento e passar pela triagem, etapa em que são avaliadas as condições de saúde e a aptidão para a doação.

Com informações do Ministério da Saúde


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