O bebê gaúcho que encantou Alegrete com uma alegria que não cabia no desfile

Era a passagem de um pequeno bebê gaúcho, acomodado junto ao pai sobre o mesmo cavalo, demonstrando uma felicidade tão espontânea que parecia impossível não perceber a emoção daquele momento.

O pequeno Benício Vargas da Rosa viveu naquele dia uma experiência que, embora possa parecer simples para quem observa de fora, representa muito para uma família que tem na cultura gaúcha e na relação com os cavalos uma paixão que atravessa gerações. Acompanhado de perto pelo pai, Lorenzzo da Rosa Santos, de 26 anos, ele participou pela primeira vez daquele desfile e também teve sua primeira passagem pela Praça Getúlio Vargas, diante de uma multidão que acompanhava uma das principais manifestações da Semana Farroupilha em Alegrete.

A cena chamou a atenção justamente porque Benício não parecia apenas acompanhar o desfile. Ele estava vivendo intensamente cada segundo, protegido junto ao pai, sobre o mesmo cavalo. Segundo Lorenzzo, a alegria começou algumas quadras antes de chegarem à praça, quando o pequeno passou a bater palmas, demonstrando uma empolgação que aumentava à medida que o cortejo avançava. Quando chegou à praça, a felicidade continuava estampada no rosto, em uma daquelas manifestações absolutamente espontâneas que não precisam de palavras para serem compreendidas.

O registro feito transformou aquele instante em uma das imagens mais comentadas do desfile nas redes sociais do Portal Alegrete Tudo. Em apenas 24 horas, o vídeo ultrapassou 263.489 visualizações somadas no Instagram e no Facebook, alcançando milhares de pessoas e provocando uma sucessão de comentários e mensagens sobre a espontaneidade e a alegria daquele pequeno bebê gaúcho. Veja o vídeo no face

Lorenzzo contou ao Portal Alegrete Tudo que ficou emocionado ao assistir ao vídeo depois da publicação e também com a quantidade de mensagens que recebeu de pessoas que se identificaram com a cena. Para o pai, ver o filho daquela maneira, tão feliz e envolvido com aquele momento, tornou ainda mais especial uma experiência que já tinha um significado enorme para a família.

O que as pessoas viram através da câmera de Renan foi apenas alguns segundos de um desfile, mas, para aquela família, havia uma história inteira por trás daquela imagem. A paixão pelos cavalos e pela tradição não está apenas no pai. A mãe, Emanuelle da Silva Vargas, também de 26 anos, cultiva esse vínculo com a cultura gaúcha e com os cavalos. Durante a gravidez, mesmo com o barrigão, fez questão de estar próxima deles e registrou em fotografias momentos que hoje ganham um significado ainda maior para a família. Veja o vídeo no insta

De certa maneira, Benício já estava inserido nesse universo antes mesmo de nascer. As fotografias da mãe ao lado dos cavalos durante a gestação fazem parte de uma história familiar que agora ganha novas imagens, desta vez com o menino participando do desfile aconchegado junto ao pai, sobre o mesmo cavalo. É uma sequência natural de uma tradição que não se limita às roupas, aos desfiles ou aos grandes eventos de setembro, mas que aparece no cotidiano, nas relações familiares e na maneira como pais e filhos compartilham experiências.

O desfile reuniu inúmeras crianças e cada uma delas teve uma maneira própria de participar daquele momento. Havia meninos e meninas acompanhando os pais, crianças atentas aos movimentos dos cavalos, outras acenando para o público e tantas outras vivendo, à sua maneira, uma experiência que provavelmente ficará guardada na memória das famílias. Foram inúmeras cenas bonitas e diferentes entre si, cada uma revelando um pouco da relação das novas gerações com a tradição gaúcha.

Benício, porém, acabou se destacando por uma característica impossível de ensaiar: a alegria genuína. Não era necessário pedir que sorrisse ou que demonstrasse entusiasmo. Não havia uma pose preparada para a câmera. Segundo o pai, as palmas começaram algumas quadras antes da chegada à praça, como se o menino já soubesse que estava vivendo algo especial. Ele simplesmente parecia encantado com tudo o que acontecia ao seu redor.

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Talvez tenha sido justamente essa espontaneidade que fez tanta gente se reconhecer naquela imagem. Em uma época em que grande parte do conteúdo que chega às redes sociais é planejado, ensaiado e cuidadosamente produzido, o vídeo de Benício mostrou uma emoção que não precisava de roteiro. Um bebê, aconchegado ao pai sobre um cavalo, atravessando as ruas de Alegrete e batendo palmas de felicidade foi suficiente para criar uma imagem capaz de atravessar a tela e despertar lembranças em quem assistia.

Para muitos, a cena pode ter lembrado a própria infância, os primeiros contatos com os cavalos, os desfiles acompanhados dos pais, os avós que ensinavam costumes ou simplesmente aqueles momentos familiares que permanecem guardados na memória mesmo quando os detalhes se perdem com o passar dos anos. É possível que tenha sido essa identificação, mais do que qualquer produção, que ajudou a explicar a velocidade com que o vídeo se espalhou pelas redes sociais.

A força daquela imagem também está naquilo que ela representa para a cultura gaúcha. A tradição não sobrevive apenas nos grandes eventos, nos símbolos ou nos discursos. Ela continua quando uma criança é levada pela primeira vez a um desfile, quando um pai compartilha com o filho aquilo que aprendeu e viveu, quando uma mãe grávida registra sua ligação com os cavalos e quando uma família encontra nesses momentos uma forma de preservar experiências que poderão ser transmitidas às próximas gerações.

Benício talvez ainda seja pequeno demais para compreender o significado de tudo aquilo. Provavelmente não sabe que sua passagem pelo desfile foi vista por mais de 263 mil pessoas em apenas 24 horas, nem que uma imagem sua provocou tantos comentários, mensagens e demonstrações de carinho. Para ele, naquele momento, havia apenas a alegria de estar com o pai, protegido em seus braços, sobre um cavalo, participando de uma festa que parecia feita sob medida para a sua felicidade.

E talvez seja exatamente isso que torne a cena tão especial.

Enquanto o desfile avançava pelas ruas de Alegrete e a Praça Getúlio Vargas recebia mais uma demonstração da força da tradição gaúcha, aquele pequeno menino não estava preocupado com a importância do 20 de Setembro, com o tamanho do público ou com as câmeras que registravam sua passagem. Ele apenas estava vivendo o seu primeiro grande desfile ao lado do pai, descobrindo um universo que já fazia parte da história de sua família.

O pai, a mãe, os cavalos, as fotografias e agora aquele vídeo formam capítulos de uma mesma história, uma história que começou antes de Benício nascer e que, naquele 20 de Setembro, ganhou uma nova e encantadora página. Uma história familiar em que a tradição não aparece como algo distante ou pertencente apenas ao passado, mas como uma experiência viva, compartilhada dentro de casa e apresentada, pouco a pouco, às novas gerações.

É impossível saber se, daqui a alguns anos, Benício se lembrará daquele primeiro desfile. Talvez não guarde na memória as ruas percorridas, a quantidade de pessoas na praça ou mesmo as palmas que começou a bater algumas quadras antes de chegar ao destino. Mas haverá fotografias, haverá o vídeo e haverá o relato dos pais para contar que, quando ainda era muito pequeno, ele já demonstrava uma alegria enorme ao estar junto deles naquele universo de cavalos e tradição.

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E haverá também o registro, que conseguiu captar justamente o instante em que aquela felicidade infantil encontrou a câmera e, depois, milhares de pessoas.

O vídeo que nasceu como um flagrante de um repórter durante o desfile ganhou uma dimensão muito maior. Em apenas 24 horas, mais de 263 mil visualizações transformaram aquela pequena passagem em uma das cenas que mais chamaram a atenção nas redes sociais do Portal Alegrete Tudo. Mas, por trás do número, existe algo que talvez seja ainda mais importante: uma família que viu um momento íntimo e especial se transformar em uma lembrança compartilhada por uma multidão.

Benício passou pela praça junto do pai, sobre o mesmo cavalo, cercado pela tradição que seus pais carregam e que agora começa a fazer parte de sua própria história. As palmas, o sorriso e a empolgação daquele pequeno bebê gaúcho fizeram o que nenhuma produção conseguiria fazer de maneira tão verdadeira: mostraram uma criança simplesmente feliz por estar vivendo aquele momento.

Talvez seja por isso que a imagem tenha alcançado tanta gente.

Porque algumas fotografias e alguns vídeos registram aquilo que aconteceu, enquanto outros conseguem registrar aquilo que se sentiu. E a imagem daquele pequeno bebê gaúcho, protegido junto ao pai sobre um cavalo, passando pela praça com um sorriso e batendo palmas de alegria, parece pertencer justamente a essa segunda categoria.

É uma imagem sobre tradição, mas também sobre família. Sobre cavalos, mas também sobre afeto. Sobre o 20 de Setembro, mas principalmente sobre uma criança descobrindo, ao lado dos pais, um mundo que já fazia parte da história de sua família.

Uma tradição que, naquele dia, não apenas passou pela praça.

Passou de pai para filho.

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