No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos da doença por ano no triênio de 2026 a 2028. Isso representa, em média, mais de 200 novos diagnósticos por dia. O câncer de mama continua sendo o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras, excluindo-se os tumores de pele não melanoma.
Uma das informações mais importantes sobre a doença é que o câncer de mama não atinge apenas mulheres com histórico familiar. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria dos casos ocorre em mulheres sem fatores de risco específicos identificáveis, além do sexo e da idade. Por isso, conhecer os fatores associados à doença, adotar hábitos saudáveis e estar atenta às alterações nas mamas são atitudes fundamentais.
Entre os fatores que podem aumentar o risco estão o avanço da idade, o excesso de peso, o sedentarismo e o consumo de bebidas alcoólicas. Manter uma rotina de atividade física, controlar o peso, ter uma alimentação equilibrada, evitar o consumo de álcool e amamentar, quando possível, são medidas que podem contribuir para a redução do risco.
Outro aspecto fundamental é não esperar o aparecimento de sintomas para cuidar da saúde. Alterações persistentes nas mamas, como a presença de um nódulo, mudanças no formato ou no tamanho, retração da pele ou do mamilo, saída espontânea de líquido pelo mamilo e alterações na aparência da pele, devem ser avaliadas por um profissional de saúde. Embora nem toda alteração indique câncer, a investigação adequada é essencial.
Também é importante conhecer as recomendações atuais para o rastreamento. Desde 2025, o Ministério da Saúde recomenda, como estratégia prioritária, a realização de mamografia a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Mulheres entre 40 e 49 anos e aquelas com mais de 74 anos também podem realizar o exame, considerando, em conjunto com um profissional de saúde, os benefícios e os possíveis riscos do rastreamento.
O Outubro Rosa, portanto, vai muito além de vestir uma camiseta rosa ou publicar uma foto nas redes sociais. A campanha é uma oportunidade para ampliar o acesso à informação, incentivar o autocuidado e reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Porque cuidar da saúde também é estar bem informada. E, quando o assunto é câncer de mama, reconhecer os sinais, buscar orientação profissional e realizar os exames recomendados pode fazer a diferença no diagnóstico, no tratamento e nas possibilidades de recuperação.
Jucelino Medeiros Marques Junior
Mestre em Química Analítica – UFSM
Especialista em Gestão de Processos e Qualidade – Uninter
Especialista em Processos Industriais Estéreis – Centro Universitário Católico Ítalo Brasileiro
Especialista em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica – ICQT
Farmacêutico – CRF 16567

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