A comunidade escolar da EMEB Marcelo de Freitas Faraco deu um importante passo para a implantação do projeto socioambiental “Entrada que Acolhe, Escola que Floresce”. A proposta, que prevê a revitalização gradual da fachada e dos espaços de entrada da instituição, foi apresentada à Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer e recebeu manifestação de apoio para o desenvolvimento da primeira etapa da iniciativa.
A apresentação ocorreu durante reunião com o secretário municipal Rodrigo Guterres, que recebeu os professores Jorge Antônio Monteiro Paniagua e Rita de Cássia de Souza Guedes. No encontro, foram detalhados os objetivos do projeto, as ações previstas e a forma como a comunidade escolar pretende participar da transformação do espaço.
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O secretário conheceu a proposta e manifestou apoio à iniciativa, colocando-se à disposição para contribuir com o desenvolvimento da primeira etapa, voltada à revitalização do muro da escola.
Projeto une educação, sustentabilidade e comunidade
O “Entrada que Acolhe, Escola que Floresce” foi idealizado pelo coordenador pedagógico Márcio da Mota Machado Filho e pelos professores Jorge Antônio Monteiro Paniagua, Rita de Cássia de Souza Guedes, Ana Letícia Santana de Mattos, Luciana Mota Cardoso e Márcia Vargas.
A proposta parte da ideia de transformar gradativamente a entrada da escola, atualmente caracterizada principalmente pela presença de concreto, em um ambiente mais acolhedor, verde e integrado às práticas pedagógicas.
Mais do que uma intervenção estética, o projeto pretende utilizar a revitalização como ferramenta de aprendizagem, envolvendo os estudantes em atividades relacionadas à educação ambiental, sustentabilidade, arte, biodiversidade e valorização do bioma Pampa.

Entre as ações previstas estão a revitalização artística do muro, criação de áreas verdes, utilização de materiais reutilizáveis e valorização de espécies de plantas nativas.
Estudantes serão protagonistas das ações
A participação dos estudantes é um dos principais eixos da proposta.
Alunos da Educação Infantil e do 3º, 4º e 5º anos do Ensino Fundamental deverão participar de diferentes momentos do projeto, desde pesquisas e planejamento até oficinas, produção artística, plantio e acompanhamento dos espaços revitalizados.
A intenção é fazer com que os estudantes não sejam apenas espectadores da transformação, mas participem diretamente da construção de um novo ambiente escolar.
Nesse processo, a escola pretende estimular a criatividade, desenvolver a consciência socioambiental e fortalecer entre as crianças e os demais integrantes da comunidade escolar o sentimento de pertencimento e responsabilidade pelo cuidado com os espaços coletivos.
Parceria com a UFSM amplia possibilidades
O projeto também está relacionado a uma iniciativa desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em parceria com o Jardim Botânico. A participação das escolas nessa ação foi viabilizada por meio da Prefeitura Municipal de Alegrete.
A aproximação com a universidade e o Jardim Botânico amplia as possibilidades de desenvolvimento do projeto, especialmente nas áreas relacionadas à educação ambiental, sustentabilidade, biodiversidade e conhecimento sobre espécies nativas.
A parceria também permite que a escola estabeleça novas conexões entre os conteúdos trabalhados em sala de aula e experiências práticas no próprio ambiente escolar.
Comunidade também poderá participar
Outro aspecto previsto no projeto é a construção de uma rede de colaboração envolvendo diferentes segmentos da comunidade.
A proposta prevê a participação das famílias dos estudantes, comércio local, artistas e professores especialistas em arte, além do poder público e das instituições parceiras.
A intenção é unir diferentes conhecimentos, experiências e possibilidades de apoio para que as etapas de revitalização sejam desenvolvidas de maneira coletiva.
Dessa forma, o projeto busca ultrapassar os limites físicos da escola e estimular a participação da comunidade na construção de um espaço que represente os estudantes e as famílias que fazem parte da instituição.
Primeira etapa será conciliada com futuras reformas
Apesar do apoio recebido pela Secretaria de Educação, o projeto ainda está em fase de planejamento e organização.
A primeira etapa, relacionada à revitalização do muro, será o ponto inicial das ações. As demais fases deverão ser discutidas posteriormente com a Secretaria, principalmente porque a EMEB Marcelo de Freitas Faraco está entre as próximas instituições previstas no cronograma de reformas da Prefeitura Municipal.
Por esse motivo, as futuras intervenções do projeto socioambiental precisarão ser articuladas com as melhorias estruturais programadas para o prédio escolar. A integração entre as duas frentes busca evitar intervenções que possam ser prejudicadas por obras futuras e, ao mesmo tempo, permitir que a revitalização avance de maneira organizada.
Um novo olhar para a entrada da escola
A proposta da EMEB Marcelo de Freitas Faraco parte de um espaço cotidiano — a entrada da instituição — para construir uma experiência mais ampla de educação e convivência.
A ideia é que o muro, as áreas verdes, as manifestações artísticas e as espécies vegetais escolhidas passem a fazer parte do cotidiano dos estudantes e funcionem também como recursos pedagógicos.
Ao valorizar materiais reutilizáveis, plantas nativas e a participação dos alunos, o projeto pretende demonstrar, na prática, que sustentabilidade também pode estar presente nos espaços onde as crianças estudam, convivem e desenvolvem suas relações com a comunidade.
O nome “Entrada que Acolhe, Escola que Floresce” traduz justamente essa perspectiva: transformar a chegada à escola em um espaço de acolhimento e, ao mesmo tempo, fazer com que a própria instituição “floresça” por meio da participação coletiva.
Próximos passos
A reunião com o secretário Rodrigo Guterres representa um primeiro encaminhamento para que a proposta saia do papel e avance para suas primeiras ações concretas.
A partir da articulação com a Secretaria de Educação, da parceria com a UFSM e o Jardim Botânico e do envolvimento de famílias, estudantes e demais colaboradores, a comunidade escolar pretende construir gradualmente uma nova identidade para a entrada da EMEB Marcelo de Freitas Faraco.
O projeto ainda terá outras etapas a serem planejadas, mas o apoio recebido para o início da revitalização do muro representa um avanço importante.
Mais do que modificar a aparência da escola, a iniciativa pretende transformar o próprio processo de revitalização em uma oportunidade de aprendizagem, participação e cuidado coletivo, aproximando educação, sustentabilidade, arte e comunidade.
Assim, a EMEB Marcelo de Freitas Faraco começa a construir, de forma participativa, um espaço que pretende acolher melhor quem chega, valorizar a identidade local e ensinar, também por meio do ambiente escolar, a importância de cuidar da natureza e do patrimônio coletivo.
Fotos: geradas pela inteligência artificial

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