O Rio Grande do Sul registrou 46.738 afastamentos do trabalho por transtornos mentais em 2025, um aumento de 19% em relação a 2024. O estado ocupa o terceiro lugar no ranking nacional de concessão de benefícios por incapacidade temporária por problemas de saúde emocional e comportamental.
A psicóloga Nádia Mileto, que atende na Rede Pública de Saúde de Alegrete, postou em sua rede social que em todo o tempo em que trabalha há mais de 25 anos, nunca tinha visto tantos pacientes com sofrimento emocional. A profissional diz que a ansiedade e depressão são os transtornos principais diagnosticados dentre as pessoas que buscam consultas na Rede de Saúde de Alegrete, além de doenças mentais em geral.
Segundo o Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul (CRP-RS), o adoecimento mental não é visto apenas como uma falha individual, mas como o resultado de interações complexas entre o sujeito, suas condições de vida e, centralmente, a organização do trabalho e o contexto social.

Dados de saúde coletiva apontam que as causas do adoecimento mental no Rio Grande do Sul derivam de uma combinação complexa de traumas ambientais recentes, pressões no ambiente de trabalho e fatores culturais e demográficos específicos. O estado registra índices alarmantes, figurando como o terceiro com mais afastamentos do trabalho por transtornos mentais no Brasil – atrás de São Paulo e Minas Gerais.
A pressão no trabalho com metas abusivas, jornadas exaustivas e ambientes corporativos tóxicos. Falta de emprego e fatores sociais e ambientais como insegurança financeira e excesso de estímulos digitais, são algumas das causas de adoecimento mental em pessoas de Alegrete.
imagens: Stock By Getty imagens

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