O encontro apresentou parte dos estudos realizados sobre a mobilidade do município e abriu espaço para questionamentos e contribuições da comunidade.
Durante a atividade, o vice-prefeito Luciano Belmonte destacou a importância da elaboração do Plano de Mobilidade Urbana e os benefícios que o projeto poderá trazer para o município, especialmente no planejamento dos deslocamentos e na organização da cidade.

O prefeito Jesse Trindade também ressaltou a relevância do plano e os impactos que as decisões relacionadas à mobilidade podem representar em diferentes setores do município. Entre os exemplos citados estão questões relacionadas à implantação de lombadas, ao fluxo de trânsito e ao transporte público. O prefeito também destacou a importância da participação da comunidade na discussão e na construção das propostas.
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Estiveram presentes ainda o secretário Uiliam Rodolfo Almeida, servidores públicos e moradores. A apresentação foi conduzida por Daniele Medeiros, arquiteta e urbanista da empresa Lider, de Ribeirão Preto (SP), responsável pelo desenvolvimento dos estudos.

Seis áreas de estudo
A audiência apresentou parte do diagnóstico e das propostas elaboradas para a mobilidade de Alegrete. O estudo está dividido em seis principais áreas: sistema viário, transporte ativo, transporte coletivo, transporte de carga, transporte individual e pontos de conflito viário.
A elaboração do plano segue as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, instituída em 2012. O trabalho desenvolvido para Alegrete foi dividido em quatro etapas: mobilização, diagnóstico e prognóstico, elaboração das propostas e consolidação do plano.
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Sistema viário
No sistema viário, um dos pontos apresentados foi a criação de uma hierarquia funcional das vias, considerando características como o tipo de via, identificação, largura, sentido de circulação, estacionamento e as condições de pavimentação.
A reorganização dos estacionamentos também foi discutida. Durante a apresentação, foi apontada a necessidade de avaliar a distribuição das vagas, especialmente em locais onde os estacionamentos próximos às esquinas podem interferir na circulação.
Outro conceito apresentado foi o de moderação do tráfego, com a possibilidade de implantação de áreas com velocidade máxima de 30 km/h, principalmente nas proximidades de escolas e outros equipamentos considerados sensíveis.

Transporte ativo e ciclovias
O transporte ativo, que envolve principalmente os deslocamentos realizados a pé e por bicicleta, também foi incluído no estudo. Foram apresentados exemplos de ciclorrotas e possibilidades de ampliação da estrutura cicloviária no município.
Entre os pontos citados durante a audiência estão a Avenida Alexandre Lisboa e a região da segunda ponte, onde foi discutida a possibilidade de implantação de ciclovia.
A arborização urbana também foi mencionada como um elemento relacionado à mobilidade, especialmente na criação de espaços mais adequados para a circulação de pedestres e ciclistas.
Proposta de reorganização do transporte coletivo
Um dos pontos apresentados foi o transporte coletivo. Atualmente, Alegrete possui 20 linhas, mas parte delas opera com itinerários ou horários reduzidos. O estudo também identificou situações de sobreposição entre linhas.
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Como alternativa, foi apresentada uma proposta de remodelação do sistema, com nove linhas buscando atender diferentes regiões do município. A ideia é reorganizar os itinerários, mantendo trajetos considerados importantes e conectando os principais pontos da cidade.
Durante a apresentação, também foi citado o conceito de tarifa zero para toda a população como uma possibilidade dentro das discussões sobre o futuro do transporte coletivo. A medida, porém, aparece como uma proposta a ser estudada dentro do planejamento.
Transporte de cargas
O transporte de cargas foi outro dos temas discutidos. Um dos pontos levantados envolve a circulação de veículos pesados pela região central e a utilização da Ponte Borges de Medeiros.
Entre as alternativas apresentadas está a possibilidade de direcionar parte desse fluxo para rotas externas à malha viária urbana, utilizando caminhos como a ERS-566 e a BR-290. A proposta busca reduzir a circulação de veículos de carga pelas vias urbanas e diminuir possíveis conflitos com os demais usuários.
Participação da comunidade
Durante a audiência, os participantes puderam fazer perguntas e esclarecer dúvidas diretamente com Daniele Medeiros. Os questionamentos ocorreram ao longo da apresentação e envolveram diferentes aspectos das propostas apresentadas para o município.

Ao final, os presentes puderam esclarecer outros pontos do plano e contribuir com a discussão. A terceira audiência pública representa mais uma etapa do processo de elaboração do Plano de Mobilidade Urbana, que deverá reunir os diagnósticos, propostas e contribuições recebidas antes da consolidação do documento.


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