Um ano após início da interiorização, Rio Grande do Sul já tem mais de 1,7 mil venezuelanos

Cidades da Região Metropolitana e do interior receberam imigrantes. Muitos deles já estão estabelecidos, com empregos e filhos matriculados.

A chegada dos primeiros venezuelanos ao Rio Grande do Sul completou um ano. Trazidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social, após a crise imigratória causada pelo grande fluxo de refugiados em Roraima, eles foram levados a diversas cidades, na Região Metropolitana de Porto Alegre e no interior. Hoje, já são mais de 1,7 mil venezuelanos no estado.

Entre eles, está Dóris Ochoa, que trouxe a filha, Noémia, para Canoas. A menina está matriculada em uma creche pública há dois meses. Desde a chegada no estado, em 13 de setembro de 2018, Dóris conseguiu trazer o filho mais velho e um sobrinho também. Ambos conseguiram emprego.

A imigrante chegou a ter trabalho temporário, mas hoje procura uma vaga permanente. E ela acredita que na cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre, terá boas chances para isso.

“Pela educação da minha filha, quero uma vida melhor e poder ser uma mulher estudada, independente, realizada e tratar com meu trabalho de dar uma vida melhor para ela”, planeja a imigrante.

Já a família de Maigualida Gutierrez se estabeleceu em Porto Alegre. Na Venezuela, haviam perdido quase tudo que tinham. Aqui, o marido, Gregório, conseguiu emprego como pintor automotivo. Foi funcionário do mês por quatro vezes e ganhou uma promoção.

Ela comemora o aumento no poder aquisitivo. “É muito importante porque podemos gastar mais, podemos comprar mais, compras sapatos, compras roupas, que não podíamos fazer quando chegamos da Venezuela”, conta.

No total, 13 familiares de Magualida vieram para a capital gaúcha, e outras nove ainda pretendem fazer a viagem.

Venezuelanos em Chapada

Em Chapada, no Norte do RS, recebeu 65 venezuelanos. Inicialmente, foram alojados pela prefeitura em uma escola desativada. Um ano depois, as crianças estão matriculadas na rede pública e os adultos conseguiram emprego.

César Santana hoje é auxiliar de montagem. “Alugamos um apartamento. Moro com meu pai. Foi importante o emprego, posso ajudar com a casa. Me sinto muito bem”, revela.

O município de cerca de 10 mil habitantes foi o primeiro a pedir ao Ministério que mandasse venezuelanos. “Grande parte da nossa cidade é descendente da imigração italiana, portuguesa, alemã. São pessoas que saíram da Europa em uma situação não muito legal, e todos se deram bem aqui”, disse, na época, o prefeito da cidade, Calos Catto.

Fonte: G1

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