A literatura como instrumento de conscientização e transformação social ganha destaque na 45ª Feira do Livro de Alegrete com o lançamento da obra Quando o Silêncio Grita: a violência escondida dentro dos lares, produzida por alunos do 7º, 8º e 9º anos da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Antônio Saint Pastous de Freitas.
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O livro é resultado do projeto Nem Tão Doce Lar, organizado pela ONG Amoras em parceira com a FLD (Fundação Luterana de Diaconia) que propõe uma reflexão sobre a violência doméstica e familiar, trazendo à tona situações que, muitas vezes, permanecem escondidas atrás das portas de casa. Durante a Feira do Livro, os estudantes apresentam e comercializam a publicação, compartilhando com a comunidade o trabalho desenvolvido no ambiente escolar.

Organizada pelas professoras Ana Carla Ferreira Nicola Gomes, Luciara Beatriz Seefeldt de Cesar e Valéria C. Alves do Amaral, a obra reúne a produção literária dos estudantes em torno de um tema social de grande relevância. A iniciativa transforma a escrita em uma ferramenta para dar visibilidade a diferentes formas de violência e incentivar o diálogo sobre realidades que nem sempre são percebidas ou denunciadas.
Da reflexão à produção literária
A proposta tem como referência o projeto Nem Tão Doce Lar, uma iniciativa de sensibilização que reproduz ambientes de uma residência para ajudar o público a identificar sinais de violência doméstica e familiar. Por meio de objetos, mensagens e elementos presentes nos diferentes cômodos, a exposição convida os visitantes a reconhecer situações que podem ser naturalizadas, silenciadas ou difíceis de identificar no cotidiano.
A partir dessa temática, os estudantes desenvolveram suas produções literárias, reunidas no livro Quando o Silêncio Grita. A publicação representa o resultado de um trabalho pedagógico que aproxima a literatura de questões sociais e estimula os jovens a refletir sobre respeito, proteção, convivência e direitos humanos.

O título escolhido traduz a proposta da obra: mostrar que, mesmo quando a violência não é verbalizada, existem sinais e histórias que precisam ser reconhecidos e ouvidos.
Educação e conscientização
Além de incentivar a leitura e a escrita, o projeto abre espaço para que os estudantes participem de discussões importantes para a formação cidadã. Ao abordar a violência doméstica e familiar, a iniciativa contribui para ampliar a compreensão sobre a importância de identificar situações de risco, romper o silêncio e buscar apoio.
A participação dos alunos na produção e na apresentação do livro também valoriza o protagonismo juvenil, demonstrando como a escola pode promover aprendizagens que ultrapassam os conteúdos tradicionais e dialogam diretamente com a realidade social.

Livro em destaque na Feira do Livro
A presença dos estudantes na 45ª Feira do Livro de Alegrete representa uma oportunidade de apresentar o resultado do trabalho à comunidade, incentivar novos leitores e ampliar o alcance da mensagem construída nas páginas da publicação.

Ao expor e comercializar a obra, os alunos compartilham suas produções e levam ao público uma reflexão necessária sobre as diferentes formas de violência que podem ocorrer dentro dos lares.
Mais do que uma produção literária escolar, Quando o Silêncio Grita: a violência escondida dentro dos lares reafirma o papel da educação e da literatura na construção de uma sociedade mais consciente, acolhedora e comprometida com a proteção das pessoas.

A iniciativa dos estudantes e das professoras da EMEB Antônio Saint Pastous de Freitas mostra que a escrita pode ser uma forma de expressão, denúncia e conscientização, dando voz a um tema que precisa ser debatido dentro e fora da escola.

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