Árvores com pregos na Praça Getúlio Vargas geram críticas do Instituto Botucatu em Alegrete

Entidade ambiental alerta para danos à arborização urbana e cobra mais cuidado com as árvores durante obras de revitalização no município.

Árvores centenárias com peças de madeira pregadas em seus troncos, na Praça Getúlio Vargas, em Alegrete, chamaram a atenção do Instituto Botucatu e reacenderam o debate sobre a preservação da arborização urbana no município. A situação foi observada durante as obras de revitalização do espaço público e motivou questionamentos sobre os cuidados destinados às árvores da cidade.

Para o Instituto Botucatu, as imagens causam espanto e geram críticas. Segundo o Instituto, são preocupantes e evidenciam a necessidade de maior atenção à preservação do patrimônio natural. A entidade também questiona os procedimentos adotados durante as intervenções urbanas e defende planejamento e fiscalização adequados para evitar danos às árvores.

Leia mais: Peão de Alegrete foi em busca de realização profissional muito longe, mas leva o Baita Chão no peito

O alerta ganha destaque às vésperas do aniversário de Alegrete, que no dia 25 de outubro celebra 195 anos de emancipação político-administrativa. A discussão também resgata a importância do Dia da Árvore, comemorado no Brasil em 21 de setembro, e da Lei Municipal nº 3.037/2000, que institui a Semana da Árvore e reconhece o angico-vermelho como árvore símbolo do município.

Pregos em árvores levantam questionamentos

A presença de madeiras pregadas nos troncos de árvores na Praça Getúlio Vargas é um dos pontos que preocupam o Instituto Botucatu. A entidade questiona a falta de cuidados com exemplares que integram o patrimônio ambiental e paisagístico de Alegrete.

O episódio também levanta uma discussão mais ampla sobre a forma como a arborização é considerada em obras públicas. Para o Instituto, a preservação das árvores precisa fazer parte do planejamento desde as primeiras etapas de qualquer intervenção, evitando práticas que possam comprometer sua integridade.

A entidade ainda chama a atenção para a redução de árvores nas calçadas ao longo das últimas décadas e para a substituição de exemplares de grande porte por arbustos, que não oferecem o mesmo sombreamento.

Leia mais: Vigaristas comem, bebem e tentam aplicar o golpe do falso pix; foram recolhidos a DP, mas logo liberados

Arborização urbana vai além da estética

O Instituto Botucatu destaca que as árvores desempenham funções fundamentais para a qualidade de vida da população. Além de oferecerem sombra, flores e frutos, contribuem para reduzir a temperatura, melhorar a qualidade do ar, diminuir a poluição sonora e favorecer a biodiversidade.

A presença de áreas verdes também está associada a benefícios para a saúde física e mental, como a redução do estresse e a melhora do bem-estar.

Outro aspecto importante é a prevenção de problemas ambientais. A arborização, aliada à drenagem sustentável e à recuperação da vegetação nativa, pode ajudar a reduzir o escoamento da água da chuva, o assoreamento dos rios e os riscos de alagamentos.

Instituto cobra planejamento e fiscalização

Entre as preocupações apontadas pela entidade estão a pavimentação da Rua Barão do Cerro Largo, onde, segundo o Instituto, houve abate de árvores sem a implantação de novos canteiros, além das mudanças na estrutura das equipes municipais responsáveis pela arborização e da terceirização de serviços.

Diante desse cenário, o Instituto Botucatu questiona quem planeja, executa e fiscaliza as intervenções que afetam as árvores da cidade.

A entidade afirma que, desde 2023, vem intensificando ações para ampliar o debate sobre arborização urbana, buscando diálogo com o poder público, estabelecendo parcerias e promovendo plantios de espécies nativas em espaços públicos, acompanhados de atividades de educação ambiental.

Uma preocupação que atravessa gerações

A defesa da arborização em Alegrete não é recente. Em 1942, o então prefeito Eurípedes Brasil Milano já destacava a importância de ampliar o plantio de árvores nas ruas e nos espaços públicos, reconhecendo as características climáticas da cidade.

Na época, o administrador municipal defendia a arborização de vias como General Sampaio, Venâncio Aires e Doutor Lauro, com a criação de canteiros gramados para qualificar os espaços urbanos.

Mais de oito décadas depois, o Instituto Botucatu retoma essa preocupação e defende que a arborização seja tratada como uma política permanente, com planejamento, manutenção e fiscalização.

A situação das árvores na Praça Getúlio Vargas coloca em evidência uma questão que vai além dos danos provocados por pregos e estruturas de madeira: a necessidade de reconhecer as árvores como parte essencial da infraestrutura urbana e da qualidade de vida da população.

Para a entidade, preservar esse patrimônio exige ações concretas, especialmente diante do aumento das temperaturas e dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

⚠️Todo conteúdo reproduzido nesta página é exclusivo do Alegrete Tudo e protegido por direitos autorais. É vedada a reprodução total ou parcial sem autorização prévia e expressa, mesmo com a devida citação da fonte.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*