Um século de história, conhecimento e dedicação à medicina foi celebrado na noite desta terça-feira (1º), na Câmara Municipal de Alegrete. Em Sessão Solene, o Legislativo homenageou a Associação Médica de Alegrete (AMA) pelos seus 100 anos de trajetória, reunindo médicos, profissionais da saúde, autoridades, representantes de entidades e integrantes da comunidade para reconhecer a importância de uma instituição que acompanhou as transformações do município e da própria medicina ao longo de um século. A solenidade marcou não apenas a passagem de uma data histórica, mas também o reconhecimento público ao trabalho desenvolvido por gerações de profissionais que ajudaram a construir e fortalecer a área da saúde em Alegrete.
Ao abrir a solenidade, a presidente da Câmara Municipal, vereadora Firmina Soares, destacou a trajetória centenária da entidade e o significado da homenagem prestada pelo Poder Legislativo. Em seu pronunciamento, ressaltou que a história da Associação Médica de Alegrete está diretamente ligada ao compromisso de profissionais que, ao longo das décadas, dedicaram conhecimento, trabalho e experiência à medicina e à comunidade. “É um século de história, marcado pelo compromisso, pela dedicação e pela contribuição da Associação Médica para a medicina e para a nossa comunidade”, afirmou a presidente.
Durante a cerimônia, um vídeo institucional levou ao público registros dos principais momentos da história da Associação Médica de Alegrete, além de depoimentos de ex-presidentes da entidade. A apresentação ajudou a recuperar diferentes períodos da trajetória da instituição e a mostrar como a AMA foi se consolidando ao longo das décadas como espaço de representação, integração e valorização da classe médica. Mais do que uma retrospectiva, o material apresentado durante a solenidade evidenciou a participação da entidade em um processo de transformação que acompanhou o desenvolvimento da medicina e as mudanças vivenciadas pela sociedade alegretense.
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Autor da homenagem, o vereador Paulo Berquó ressaltou justamente essa capacidade da Associação Médica de atravessar gerações e permanecer vinculada às transformações da comunidade. Ao destacar a trajetória da instituição, afirmou que sua história foi construída coletivamente e que a medicina, além do conhecimento científico, carrega uma dimensão essencialmente humana. “Aquilo que hoje celebramos nasceu de muitas mãos. É um século em que o conhecimento científico encontrou aquilo que talvez seja o mais nobre: as condições humanas”, declarou.
Ao encerrar seu pronunciamento, Berquó reforçou o significado da homenagem e ampliou o reconhecimento para além da própria instituição, destacando todos aqueles que, em diferentes momentos, contribuíram para a construção da medicina alegretense. “Hoje a Câmara Municipal não homenageia apenas uma associação. Homenageia um legado, a medicina alegretense e os profissionais que dedicaram suas vidas ao cuidado. Cem anos passam, mas o bem que se faz permanece. Longa vida à Associação Médica de Alegrete”, afirmou.
A presidente da Associação Médica de Alegrete, doutora Rosângela Munhoz Montenegro, agradeceu o reconhecimento do Legislativo e reafirmou o compromisso da instituição com a qualificação permanente dos profissionais. Em sua manifestação, também destacou uma característica cada vez mais presente na área da saúde: a atuação integrada entre diferentes profissionais. Segundo ela, a medicina contemporânea não pode ser compreendida como uma atividade isolada, mas como parte de um trabalho coletivo que envolve diferentes áreas e conhecimentos. “Hoje nós sabemos que os médicos não fazem a medicina sozinhos. Somos uma equipe, uma equipe multidisciplinar”, ressaltou.
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Rosângela Munhoz também destacou iniciativas desenvolvidas pela entidade voltadas à integração e à qualificação dos profissionais. Entre elas está o congresso multiprofissional da residência médica, realizado em Alegrete desde 2022 com o objetivo de ampliar a troca de conhecimentos e reunir diferentes áreas da saúde em torno da formação e do aperfeiçoamento profissional. “Nós temos em Alegrete, desde 2022, um congresso multiprofissional da residência médica com o intuito de agregar conhecimento. Esse sempre foi o objetivo da nossa instituição”, afirmou a presidente da AMA.
Um dos momentos de maior simbolismo da solenidade ocorreu durante a participação da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS). Representando a entidade, o diretor Mauro Sparta de Souza entregou à presidente da Associação Médica de Alegrete o livro que reúne a primeira ata de fundação da instituição, registrada em 1926. O documento representa um registro histórico dos primeiros passos formais da entidade e ganha significado especial no ano em que a AMA completa um século de existência.
A presença da AMRIGS também foi marcada pela entrega de exemplares do livro Nasce um Novo Rio Grande do Sul ao Poder Legislativo e ao Poder Executivo de Alegrete. A obra reúne registros fotográficos da tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024, preservando, por meio de imagens, diferentes momentos de um dos episódios mais marcantes da história recente do Estado.
Embora o centenário celebrado em 2026 tenha como marco a fundação da Sociedade de Medicina de Alegrete, em 1º de setembro de 1926, a organização da classe médica no município possui raízes ainda mais antigas. A história da entidade remonta a 1915, quando foi criada a Liga Médica de Alegrete, considerada uma das primeiras iniciativas de organização da classe médica no Rio Grande do Sul.
Onze anos depois, em 1º de setembro de 1926, foi fundada a Sociedade de Medicina de Alegrete, instituição que posteriormente passou a adotar a denominação de Associação Médica de Alegrete. A partir dessa trajetória, construída ao longo de décadas, a AMA consolidou-se como entidade de representação da classe médica, mantendo entre seus objetivos o aperfeiçoamento científico e profissional, a defesa dos interesses da categoria e a contribuição para o desenvolvimento da saúde em Alegrete e na região.
Chegar aos 100 anos, nesse contexto, significa também preservar uma memória construída por diferentes gerações. Médicos que participaram da fundação e da consolidação da entidade deram lugar a novas gerações de profissionais, enquanto a própria medicina passou por profundas transformações. Mudaram os conhecimentos, as tecnologias, os tratamentos e a forma de organizar o atendimento em saúde, mas permaneceu a necessidade de qualificação, integração e compromisso com o cuidado.
A Sessão Solene contou com a presença do vice-prefeito Luciano Belmonte, do ex-prefeito Adão Faraco, da ex-vice-prefeita Iolanda Cunha e de representantes do Exército Brasileiro, da Unimed, do Lions Clube Alegrete e do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (CREMERS). Também participaram profissionais da saúde e representantes de diferentes entidades do município.


















Fonte e foto: Assessoria da Câmara

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