Os cavalarianos deixaram Alegrete mais cedo em razão da programação definida pela organização. Em Rio Pardo, todos os animais precisam passar pela vistoria de entrada no parque de exposições antes da participação na cerimônia de geração e distribuição da Chama Crioula.
Integrante da comitiva de Alegrete, Adalberto Lima explica que a saída antecipada foi necessária justamente para cumprir os horários estabelecidos e garantir que os animais estejam dentro das exigências da organização.
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A Geração da Chama Crioula, um dos principais símbolos do tradicionalismo gaúcho, ocorre nesta sexta-feira (14), às 18h, em Rio Pardo.
No sábado (15), às 8h, será realizada a distribuição da Chama para as 30 regiões tradicionalistas do Rio Grande do Sul. A partir desse momento, os cavalarianos iniciam a jornada de retorno a cavalo em direção à Fronteira Oeste, levando a centelha que será conduzida até o Marco das Três Divisas.
A 4ª Região Tradicionalista estará representada por 17 cavalarianos, sendo 10 deles responsáveis pelo percurso a cavalo, representando os municípios de Alegrete, Uruguaiana, Quaraí e Barra do Quaraí.
Um caminhão de apoio acompanhará a jornada, transportando mantimentos, encilhas e demais equipamentos necessários para dar suporte aos participantes durante o percurso.
Entre Rio Pardo e o Marco das Três Divisas, serão aproximadamente 520 quilômetros de cavalgada. Ao longo do trajeto, estão previstas paradas estratégicas para descanso, alimentação e cuidados tanto com os cavalos quanto com os cavalarianos.
A coordenação da cavalgada ficará sob responsabilidade do tradicionalista Marcial Junior. Entre os participantes está o alegretense Zilmar Arregino, considerado o cavalariano mais experiente do grupo.
Arregino já recebeu o título de Monarca, concedido em razão de sua experiência e por ter ultrapassado a marca de 10 mil quilômetros percorridos a cavalo em trajetos conduzindo a Chama Crioula pelo Rio Grande do Sul.
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A chegada da Chama Crioula à Fronteira Oeste será mais uma etapa de uma tradição que, ano após ano, mobiliza cavalarianos de diferentes regiões do Estado. Mais do que transportar uma centelha, a jornada representa a preservação da história, da cultura e dos valores que sustentam o tradicionalismo gaúcho.


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