A música nativista, a tradição e o talento das novas gerações foram protagonistas no domingo, 11 de outubro, durante a realização do 12º Cantinho Farroupilha, integrado à programação da 84ª Exposição-Feira Agropecuária de Alegrete (Expofeira). Realizado no Parque de Exposições Dr. Lauro Dornelles, o festival reuniu jovens intérpretes em uma celebração da cultura regional e revelou os destaques das categorias de base da música gaúcha.
O grande destaque da categoria Mirim foi Heliza Ventura, que conquistou o bicampeonato do Cantinho Farroupilha com a interpretação da música Eu Tenho Inveja dos Mansos. Além de garantir o primeiro lugar, a jovem artista recebeu o troféu de Melhor Intérprete Mirim, coroando uma participação marcada pelo reconhecimento do público e da avaliação do festival.
A conquista em dose dupla reforça a trajetória de Heliza no cenário dos festivais nativistas e representa um momento especial para a jovem intérprete, que segue construindo seu caminho na música regional. O bicampeonato também evidencia a importância dos espaços dedicados à formação artística de crianças e adolescentes, onde o talento encontra oportunidade para florescer e a tradição gaúcha ganha novas vozes.
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Categoria Mirim tem disputa marcada pelo talento
Além da vitória de Heliza, a categoria Mirim reconheceu outros jovens intérpretes que levaram ao palco diferentes expressões do repertório nativista.
O segundo lugar ficou com Liana Peiche, que interpretou Canção do Noivo. Já a terceira colocação foi conquistada por João Gabriel Durgante, com a música Sinceridade.
A categoria demonstrou a diversidade de interpretações e a dedicação dos participantes, que encontram nos festivais uma oportunidade de aprimorar suas habilidades, vivenciar a cultura regional e compartilhar com o público o amor pela música gaúcha.
Lorenzo Garcia brilha na categoria Infantil
Na categoria Infantil, o primeiro lugar ficou com Lorenzo Juncal Garcia, que emocionou com a interpretação de A Vida é um Sopro. O jovem também conquistou o troféu de Melhor Intérprete Infantil, alcançando dois importantes reconhecimentos nesta edição.
A segunda colocação foi para Hevillym Freitas Camargo, com Meu Pago em Cada Sentido, enquanto Manuela de Almeida Monteiro garantiu o terceiro lugar, interpretando O Tempo do Meu Pai.
Os resultados evidenciam a força dos talentos infantis e a continuidade de uma tradição musical que atravessa gerações, mantendo vivos os temas, os sentimentos e as histórias que compõem a identidade cultural do Rio Grande do Sul.
Isabela de Vargas recebe o Troféu Curumim Farroupilha
Outro destaque da premiação foi Isabela de Vargas, vencedora do reconhecimento Revelação – Troféu Curumim Farroupilha, com a música Luzeiro Celeste.
A distinção valoriza o surgimento de novos talentos e reforça o papel do Cantinho Farroupilha como espaço de incentivo à participação de jovens artistas nos festivais nativistas.
Uma tradição que se renova a cada geração
Integrado à programação da 84ª Expofeira, o 12º Cantinho Farroupilha reafirmou a importância de iniciativas que aproximam as novas gerações da música e das tradições do Rio Grande do Sul. Ao oferecer espaço para crianças e adolescentes demonstrarem seu talento, o festival contribui para a preservação e a renovação da cultura gaúcha.
Mais do que troféus e colocações, a premiação representa o resultado de dedicação, estudo, ensaios e amor pela arte. Para os participantes, cada apresentação é também uma oportunidade de aprendizado, convivência e crescimento artístico.
O bicampeonato de Heliza Ventura, acompanhado da conquista de Melhor Intérprete Mirim, foi um dos momentos marcantes desta edição. Já os reconhecimentos a Lorenzo Juncal Garcia e Isabela de Vargas, assim como as premiações dos demais concorrentes, mostram que a música regional segue encontrando nas novas gerações um terreno fértil para continuar sua história.
Entre canções que retratam sentimentos, memórias e a vida no pago, o Cantinho Farroupilha celebrou o presente e o futuro da música gaúcha. Porque, quando uma criança sobe ao palco para cantar a sua terra, não leva consigo apenas a própria voz: leva também a história, a identidade e o orgulho de um povo.

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