Reitor da UFRGS diz que ‘há todas as razões do mundo’ para manter vestibular em dois fins de semana entre novembro e dezembro

Rui Vicente Oppermann diz que avaliação ainda é preliminar, mas a melhor possível. Vestibular 2020 da universidade terminou neste domingo (1º) com as provas de história e matemática.

O vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para 2020 foi realizado em duas etapas neste fim de 2019, e a avaliação está sendo positiva, segundo o reitor Rui Vicente Oppermann. A manutenção do modelo ainda será confirmada.

O concurso se encerrou neste domingo (1º). O listão de aprovados sai no dia 16 de dezembro.

“Fizemos uma reunião do comitê central e alguns coordenadores, e a avaliação que a gente ainda está fazendo, ainda é preliminar, é de que há todas as razões do mundo para que a gente continue fazendo vestibular antecipado em final de novembro e início de dezembro”, disse o reitor, em uma das escolas onde os candidatos fazem os testes.

O concurso começou no dia 23 de novembro, com as provas de física, literatura em língua portuguesa e língua estrangeira moderna. No dia 24, foi a vez de língua portuguesa e redação. No fim de semana seguinte, os estudantes fizeram os testes de biologia, química e geografia no dia 30, encerrando a maratona com história e matemática, neste 1º de dezembro.

“Muito mais tranquilo, muito mais fácil, muito menos estressante. A própria cidade acho que agradece, porque não tem aqueles congestionamentos no Campus do Vale segunda-feira de manhã. Os pais estão felizes porque estão aqui vendo seus filhos fazerem o vestibular no fim de semana, os candidatos têm uma semana entre um conjunto de provas e outro para descansar. Então toda a avaliação é a melhor possível”, acrescentou Oppermann.

Sobre as abstenções, o reitor entende que “não é nada excepcional”. A deste domingo ainda será divulgada. No sábado, foi de 19,30%. No fim de semana anterior, a abstenção de sábado foi de 14,27% e a de domingo, 15,46%.

“A gente sempre espera que não seja tão grande, mas ela tem suas razões de ser. Muita gente vai acompanhando o gabarito e desiste, então não é nada excepcional que a gente tenha uma abstenção dessa magnitude”, analisa.

Candidatos

A estudante Barbara Bahlis, 18 anos, tenta medicina, o curso historicamente mais concorrido. Ela fez todas as provas e aguarda o resultado, ainda que sem muita confiança, como ela diz. “Recém saí do terceiro ano, é muito difícil passar de primeira”, analisou.

Neste concurso, 6.279 candidatos se inscreveram para 98 vagas, informou a universidade.

Barbara Bahlis, 18 anos, tenta uma vaga em medicina na UFRGS — Foto: Jonas Campos/RBS TV

Barbara Bahlis, 18 anos, tenta uma vaga em medicina na UFRGS — Foto: Jonas Campos/RBS TV

“Fiz cursinho o ano inteiro, carga horária dupla, bem pesado. Tinha dias que eu tinha escola das 7h45 até 13h, e o cursinho começava 14h30 e ia até 18h30. Tinha dias que o cursinho acabava 19h30. Mas sempre manhã e tarde, todos os dias”, contou.

Além do vestibular da UFRGS, ela também fez o Enem. “Medicina tem mensalidade muito alta. Esse ano resolvi fazer só federal, mas ano que vem vou tentar particular também”, projetou.

Já o candidato Júlio Rohsig, de 18 anos, tenta uma vaga para licenciatura em matemática. É o primeiro vestibular dele.

“Eu acho que professor tem um importante papel na sociedade, é capaz de transformar a sociedade, eu quero transformar a sociedade”, definiu.

Ele foi ao colégio das provas acompanhado do pai, Nelson Rohsig, 58 anos. Ele disse que vai ser uma alegria se o filho passar. “Tomara que vá bem.”

Júlio Rohsig, de 18 anos, tenta uma vaga para licenciatura em matemática na UFRGS — Foto: Jonas Campos/RBS TV

Júlio Rohsig, de 18 anos, tenta uma vaga para licenciatura em matemática na UFRGS — Foto: Jonas Campos/RBS TV

Fonte: G1

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