São bilionárias as perdas com as cheias na produção de carne, leite, hortifruti e grãos no RS, aponta Emater

Enchentes, inundações e deslizamentos provocados pelas chuvas extremas do final de abril afetaram mais de 206 mil propriedades rurais no Rio Grande do Sul, indica relatório da Emater/RS-Ascar divulgado pelas secretarias da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e de Desenvolvimento Rural (SDR).

A contabilidade dos danos aponta que 9.158 localidades foram atingidas no Estado. Atualmente, dos 497 municípios gaúchos, 78 estão em estado de calamidade pública (a maior parte no Vale do Taquari e na Região Metropolitana de Porto Alegre), enquanto 340 estão em situação de emergência.

Na produção de grãos, de acordo com o levantamento, as perdas se referem às áreas que não puderam ser colhidas, ou às que foram colhidas e tiveram baixo rendimento, incluindo soja, milho e feijão, entre outros. As perdas nas culturas de inverno foram pontuais e correspondem a áreas recém-semeadas, que deverão ser replantadas.

Considerando o volume, o maior prejuízo ocorreu na produção da soja. Foram 2,71 milhões de toneladas perdidas. A estimativa divulgada em março deste ano pela Emater era de uma colheita total de 22,24 milhões de toneladas, em uma área plantada de 6,68 milhões de hectares, com produtividade de 3.329 quilogramas por hectare. 

Além disso, uma vasta extensão de pastagens foi prejudicada, tanto em campo nativo quanto em áreas de cultivo de plantas forrageiras de inverno. Por isso, o relatório prevê um impacto direto na produção de leite e de carne nos próximos meses. Conversando com Pedro Macedo, produtor rural, ele salienta que a perda foi grande, principalmente no setor de hortifruti,” estamos calculando as perdas, algumas hortaliças como: alface e rúcula, perdemos quase que em sua totalidade.

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