Treinador Diego; uma história de superação do alegretense no mundo do futebol

Confira a história de superação do alegretense que parou de jogar aos 20 anos e hoje é um conceituado técnico de futebol.

Alegretense largou o futebol devido a problemas cardáicos
Alegretense largou o futebol devido a problemas cardáicos

Superação e determinação fazem parte da trajetória de vida do alegretense Diego Pinheiro Carvalho. Aos 38 anos, ele reside na cidade catarinense de São José.

Alegretense coordena o núcleo do Grêmio em São José

O filho da Dona Claudia Anália, moradora da Promorar e do Carlos Alberto Carvalho da Vila Nova, iniciou no futebol aos 7 anos. Após a morte do pai, a mãe levou o guri para uma escolinha.

Em Alegrete, Diego jogou na Escolinha do Larré e no Flamenguinho. O guri deu os primeiros chutes na bola jogando no antigo campo da Aviação. As referências no futebol alegrentese eram Dudu (Bidu), Rodrigo Gasolina e os irmãos Lefor e Maninho. Já no futebol mundial tinha como referências os craques Romário e Zidane.

O alegretense jogou dois Efipans pelo Flamenguinho onde até hoje é grato ao presidente Toninho e o técnico Pelé que sempre o ajudaram muito.

Após o segundo Efipan, Diego foi convidado a integrar o Sub-15 do Inter, onde ficou um ano jogando e morando no Beira Rio. De Porto Alegrete foi para o Corinthians em São Paulo e permaneceu quatro meses.

Retornou ao Sul, aos 17 anos, onde viveu seu melhor momento. Na Serra atuou pelo Veranópolis onde conquistou o 3° lugar no Gauchão Juvenil, atrás somente da dupla Grenal e na frente da dupla Caju. “Tive uma ótima temporada com a 10 do VEC, recebendo propostas de Grêmio, Vasco e Bahia”,relembra o alegretense.

Mas antes de decidir seu futuro, Diego passou mal em um treino e foi diagnosticado com arritmia cardíaca. Fez o primeiro cateterismo com 18 anos.

Diego conta que o futebol lhe rendeu muitas alegrias na curta trajetória

Voltou a jogar em seis meses e sentiu novamente o problema. Mais um cateterismo e mais meio ano parado. Em março de 2002, com 19 anos, no profissional do Veranópolis integrou o plantel do Gauchão como experiência e depois de 3 meses foi para o São José em Porto Alegre.

Mas aos 20 anos no Zequinha, a arritmia voltou a aparecer e após os dois cateterismo e com chance de 1% de morte súbita resolveu encerrar a breve carreira.

“Foram 14 anos onde o futebol me deu muitos amigos, muitas experiências de vida e me ensinou muitas coisas, como superação, trabalho em equipe, determinação, disciplina e companheirismo”, recorda Diego.

Cada conquistada é comemorada pelo alegretense.

Após 12 anos afastado do mundo do futebol, ele resolveu retornar. Há 5 anos comanda uma escola conveniada do Grêmio Porto-alegrense em São José. Foi um convite do gerente das escolas conveniadas, seu Arci devolveu o prazer que Diego tem com a bola.

Ensinamentos vão desde fundamentos a técnicas novas do futebol

É na escolinha que o alegretense vive, convive e repassa tudo que aprendeu no futebol. Nesse período já enviou 12 atletas ao tricolor, e seis deles permanecem no clube.

Diego realiza um trabalho elogiado pelos diretores do Grêmio

Na base da superação, o guri que saiu de Alegrete em 1997, com 14 anos, lapida futuros atletas para brilharem no futebol. “Agora é dar sequência nesse projeto e passar para a gurizada tudo que o esporte pode oferecer”, comemora Diego.

Diego também trabalha com meninas no núcleo em São José

Fotos: acervo pessoal

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