Alegrete perde Afonso Motta e terá menor representação no Legislativo

As eleições deste domingo (4) modificaram a composição da representação política ligada a Alegrete nas esferas estadual e federal.

O município terá, a partir de 2027, nomes de origem alegretense em posições importantes, mas também deixa de contar com um dos seus principais representantes na Câmara dos Deputados, o deputado federal Afonso Motta (PDT), que não conseguiu a reeleição.

Motta encerrou a disputa com 81.960 votos no Rio Grande do Sul e ficou na condição de suplente. Em Alegrete, ele foi o candidato a deputado federal mais votado, com 18.862 votos. Na eleição anterior, em 2022, havia conquistado uma das cadeiras da bancada gaúcha na Câmara.

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A perda da cadeira de Afonso Motta representa uma mudança para Alegrete, especialmente pelo histórico de atuação do parlamentar e pela destinação de recursos e emendas para o município durante seu período no Congresso. A partir da próxima legislatura, o município não contará mais com Motta como deputado federal titular.

Por outro lado, Alegrete terá uma representante de origem local na Câmara dos Deputados. Fernanda Melchionna (PSOL), natural do município, foi reeleita com 280.262 votos e estará entre os 31 deputados federais que representarão o Rio Grande do Sul a partir de 2027.

Outro destaque das eleições foi Matteus Amaral. O alegretense, que disputou pela primeira vez uma eleição, recebeu 51.437 votos para deputado federal pelo Progressistas e terminou como suplente. O resultado colocou o candidato entre os nomes com votação expressiva na disputa pela Câmara.

Delegado Zucco é o único eleito entre os candidatos locais para a Assembleia

Na disputa para deputado estadual, o único candidato diretamente ligado a Alegrete a conquistar uma cadeira foi Rodrigo Zucco, o Delegado Zucco, eleito pelo Republicanos com 128.599 votos. Ele terminou a apuração como o segundo candidato mais votado do Rio Grande do Sul, atrás apenas de Adri Cherini.

Delegado Zucco é irmão do governador eleito Luciano Zucco, também natural de Alegrete. Luciano Zucco venceu a eleição para o Governo do Estado no primeiro turno, com 3.516.048 votos, equivalentes a 58,05% dos votos válidos.

A eleição de Rodrigo Zucco mantém Alegrete com representação direta na Assembleia Legislativa, mas outros candidatos do município que disputaram uma vaga não conseguiram alcançar uma cadeira.

Entre eles estavam Márcio Amaral, João Monteiro, Kellen Iung, Eliane Bayer( releição), Paulo Bastos e Cristiane Lohmann. Cris Lohmann, como é conhecida, terminou a disputa com 33.846 votos pelo MDB e ficou na condição de primeira suplente da bancada.

Região também amplia presença na Assembleia

Enquanto Alegrete terá apenas Delegado Zucco entre os candidatos locais eleitos para a Assembleia, outros municípios da região conseguiram eleger representantes.

Santana do Livramento elegeu Delegada Ana Tarouco (PSD), que recebeu 44.474 votos. A candidata é natural do município e havia sido prefeita antes de disputar uma vaga no Legislativo estadual.

São Borja também garantiu representação com Tiago Cadó (PDT), eleito deputado estadual com 31.162 votos. Natural de São Borja, Cadó já havia exercido mandato de vereador no município e agora chega à Assembleia Legislativa.

Mudança no cenário político de Alegrete

O resultado das urnas deixa um cenário diferente para Alegrete a partir de 2027. O município terá Luciano Zucco no comando do Governo do Estado, Rodrigo Zucco na Assembleia Legislativa e Fernanda Melchionna na Câmara dos Deputados, todos com origem em Alegrete.

Ao mesmo tempo, a cidade deixa de ter Afonso Motta como deputado federal titular, enquanto outros nomes locais que buscavam cadeiras na Assembleia não conseguiram se eleger.

A representação política nas diferentes esferas pode ampliar os canais institucionais utilizados pelos municípios para apresentar demandas, buscar investimentos e articular recursos estaduais e federais. No caso de Alegrete, o novo cenário passa a depender da atuação dos parlamentares eleitos e da capacidade de articulação do município com as diferentes bancadas e governos.

Assim, as eleições de 2026 não significam o fim da presença de Alegrete na política estadual e federal, mas estabelecem uma nova configuração. O desafio para o município será transformar os novos espaços de representação em articulação para projetos, investimentos e recursos destinados às áreas que atendem às demandas da população.

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