Alegrete registra 22 casos de violência contra a mulher em setembro, aponta Secretaria de Segurança Pública

Número representa uma redução de 29% em relação a agosto. No mês, não houve registros de feminicídio ou tentativa de feminicídio no município.

Alegrete registrou 22 casos de violência contra a mulher durante o mês de setembro, conforme dados da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS), divulgados nos Indicadores da Violência contra a Mulher — Lei Maria da Penha. O número representa uma redução de 29% em comparação com agosto, quando foram contabilizados 31 casos no município.

Além da diminuição no total de ocorrências, setembro não teve registros de feminicídio nem de tentativa de feminicídio em Alegrete. O cenário é diferente do mês anterior, quando a polícia registrou uma tentativa de feminicídio na cidade.

Ameaças e lesões corporais

Entre os crimes registrados em setembro, foram contabilizados 13 casos de ameaça contra mulheres, cinco a menos do que em agosto, quando houve 18 ocorrências desse tipo.

Os registros de lesão corporal decorrente de violência doméstica também apresentaram redução. Em setembro, sete mulheres foram vítimas desse tipo de violência, enquanto, no mês anterior, haviam sido registrados 11 casos. A diminuição foi de aproximadamente 36%.

Registros de estupro aumentaram

Na contramão da redução observada em outros indicadores, os casos de estupro tiveram aumento em setembro. Conforme os dados, foram duas ocorrências registradas no município, uma a mais do que em agosto, quando houve um caso.

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O dado reforça a importância de manter a atenção aos diferentes tipos de violência praticados contra mulheres, mesmo diante da queda no número total de registros.

Violência contra a mulher exige atenção permanente

Os indicadores da Lei Maria da Penha permitem acompanhar a evolução das ocorrências de violência contra a mulher no município e contribuem para a avaliação das políticas públicas de prevenção e enfrentamento desse tipo de crime.

Apesar da redução registrada em setembro, os números evidenciam que a violência contra a mulher continua sendo uma questão que exige atenção das autoridades e da sociedade. A denúncia e o acesso à rede de proteção são fundamentais para que as vítimas possam buscar ajuda e interromper situações de violência.

Mulheres em situação de violência podem procurar a Delegacia de Polícia, acionar a Brigada Militar pelo telefone 190 em situações de emergência ou entrar em contato com a Central de Atendimento à Mulher pelo número 180, serviço gratuito e disponível em todo o Brasil.

Os dados apresentados correspondem às ocorrências registradas pelas autoridades policiais e não necessariamente representam a totalidade dos casos de violência contra a mulher, já que nem todas as vítimas conseguem ou decidem denunciar as agressões.

Os números para pedir ajuda, auxílio ou denúncia são:

180 – Central de Atendimento à Mulher

190 – Brigada Militar

55-99651 3166 Ong Amoras

3961 1123 Creas

3422 4783 Ministério Público

3421 2521 Defensoria Pública

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