Desgarrado do pago leva para SC um sabor bem alegretense

O alegretense  Alex Sandro Pedroso Castro, de 35 anos, é um amante da cultura gaúcha e, muito mais da sua terra natal.

Embora tenha saído do Baita Chão, nutre a sua essência e destaca a paixão pela cidade mais gaúcha da Fronteira Oeste. Ele está fazendo sucesso em Santa Catarina por levar um “sabor” gaúcho para Santa Catarina.

“Eu sou um alegretense que tenho parentes e amigos que ainda residem em Alegrete e tenho muita saudade dos amigos e da essência gaúcha do baita chão. Tenho saudade das mateadas no Porto dos Aguateiros, do EFIPAN e, principalmente,  dos lanches gaúchos.

Eu amo o  Xis  gaúcho e me espelho muito do Xis do milico da Praça Nova, pra criar o meu lanche.  Quando cheguei em Santa Catarina foi uma busca incessante atrás de um lanche gaúcho, prensadinho e quentinho, porém, nada.

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Até que  um dia nos reunimos e fizemos nosso próprio lanche. Lembro que no dia eu usei uma frigideira e uma panela para prensar”- destaca.

A partir daí a galera disse: porque você não faz um  lanche gaúcho para vender aqui – foi assim que iniciei meu Delivery que foi muito aceito pelos gaúchos e para minha surpresa até os Catarinas amam – sorri ao falar.

Alex cita que leva a tradição alegretense com ele em seus lanches, principalmente no Xis costelão. Ele faz a costela na churrasqueira, desfia e coloca em “lascas” no Xis. Alex evidencia que não abre mão do churrasco e do chimarrão.

O alegretense relatou ao PAT que saiu daqui aos 18 anos, logo depois que deixou o quartel. Como não ficou na Unidade Militar, precisava de uma oportunidade de trabalho e, recorda que à época, não tinha nem ao menos o dinheiro para o ônibus, o desejo era chegar em Porto Alegre.

A maneira que encontrou foi pedindo carona. Depois de um tempo trabalhando na Capital, fez um curso de técnico em segurança  que é a profissão que atua até hoje.

Ele residiu por  13 anos em Porto Alegre e devido a violência, há cinco anos, resolveu buscar novas oportunidades em Santa Catarina, na cidade de São José, onde reside e trabalha até hoje. 

Além de contar um pouco da sua trajetória, enfatizar o amor pela sua essência, Alex cita que futuramente deseja ter um espaço físico para seus lanches gaúchos e acrescenta que para isso também pensa em encontrar algum conterrâneo que aceite o desafio. “Hoje, vejo o quanto o lanche está crescendo, mas se eu tivesse um parceiro seria muito melhor – finaliza o alegretense que foi mais um participante do Saudade do Alegrete.

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