Homenagens e comoção no adeus ao motorista Álvaro

Um grande cortejo acompanhou a última despedia ao funcionário da empresa Construtura Alegretense, Álvaro Antônio de Moura Vieira.

Na chegada do corpo que foi transladado de Santa Maria, já havia um número expressivo de veículos aguardando o carro funerário, no Trevo do Arco. O cortejo pela manhã, foi para acompanhar até a sala da Funerária Angelus, na Avenida Liberdade, onde ocorreu a preparação para o velório durante a tarde de domingo. Familiares, amigos e colegas de empresa estavam muito emocionados com a morte do caminhoneiro.

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Por volta das 17h30min, a saída da Capela na Daltro Filho, até o Cemitério, não foi diferente. O proprietário da empresa, o engenheiro Luis Henrique Leal, que esteve o tempo todo auxiliando a família e dando toda a assistência ao “seu Alvaro”, desde a quinta-feira(2), dia em que o veículo caiu da ponte em Rosário do Sul, fez parte das duas homenagens.

O clima foi de muita comoção. Álvaro era muito querido por todos e tinha um carisma que contagiava.

O filho, Álvaro Antônio, falou com o PAT. Ele que, com muito orgulho tem o mesmo nome do pai, disse que o progenitor era uma pessoa muito família, um “cara” de um coração enorme e não media esforços com ninguém.

” Era um cara muito dedicado a mim e minha mãe, éramos muito apegados um com o outro. Tínhamos nossas diferenças é claro, certas coisas eu não concordava com ele, em outras ele não concordava comigo, mas éramos nós, um do lado do outro sempre” – comenta.

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Na sequência, Álvaro citou que o seu amor por ele é sem igual, ninguém vai ser como o pai foi para ele, sempre estendendo a mão nos momentos em que mais precisou.

O pai era uma pessoa alegre e onde chegava tinha que ter um rádio ligado ou uma música, pois o silêncio nunca fez parte da vida dele.

“Tomávamos nosso mate sempre antes de sair para o trabalho, se tinha algo que eu teria que fazer ele já me dizia e se tinha algo engraçado, já me contava logo pela manhã! Quando chegávamos à noite, ele me falava sobre o dia dele, sempre destacando as coisas boas ou ruins do serviço, mas sempre fazendo graça da situação, pois ele era assim, gostava de um deboche “saudável”- concluiu o único filho.

O sobrinho Thiano Leite, também, falou com o PAT e comentou que o tio era uma pessoa incrível que vivia para a família. “Foi uma grande perda, algo que deixou todos muito abalados”- falou.

Em sua rede social, o engenheiro Luis Henrique Leal, proprietário da empresa fez uma homenagem:

O Álvaro

O Alvinho estava sempre preocupado com o filho, com a esposa e a casa, as paixões dele. Homem caprichoso como poucos, tudo que era dele estava sempre muito limpo! Chegava antes do horário, o caminhão, dele, tinha que ser o mais cuidado, adorava o que fazia.

Exemplo para todos os colegas, nunca rasgou um pneu ou encostou o caminhão em qualquer coisa. Muito carismático, estava sempre fazendo amigos.

Um sentimento de impotência, se apresentou um desafio impossível de se resolver. Sentimos muita dor, por esta vida jovem abreviada, pelo filho amado, pela família, pelos colegas e amigos.

Se foi, preocupado com o próximo, à frente, este é o Álvaro!

Machucados todos nós, ficamos com lindas memórias, de um amigo, um profissional, um exemplo de ser humano.

Ao filho Álvaro, aos familiares que tanto nos auxiliaram neste momento difícil, e aos amigos, os nossos sentimentos e conforto.

Para entender o caso

O caminhão retornava para Alegrete após descarregar em Cacequi, na quinta-feira(2). Quando passava na ponte de Rosário do Sul se envolveu no acidente. Um veículo de passeio freou e parou na pista.

Para evitar o choque, o motorista do caminhão jogou o veículo contra as grades e tombou de uma altura de cerca de 20 metros.

O próprio motorista foi quem acionou a empresa e, mesmo preso às ferragens se manteve lúcido e conversando com alguns colegas até ser resgatado.

Após uma informação preliminar, em que apresentava fratura exposta no tornozelo, a direção da empresa se deslocou à Rosário do Sul, onde ficou constatada a complexidade e a gravidade clínica do paciente.
Prontamente foi decidido que o paciente seria transferido para Santa Maria. A Unimed de Alegrete foi acionada com seu serviço de ambulância de emergência. Ele foi transferido ao hospital Astrogildo de Azevedo.

O motorista teve múltiplas fraturas nas pernas e em um dos pulsos. O paciente passou por cirurgia vascular, para restabelecer o fluxo sanguíneo em uma das pernas, e por cirurgia traumato, para reposicionar ossos fraturados.

Na sequência teve complicações circulatórias severas, que obstruíram a irrigação plena de uma perna e o quadro tornou-se gravíssimo.

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