
Este novo espaço é dedicado ao acolhimento e orientação de mulheres vítimas de violência física e psicológica. A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades locais, incluindo vereadores, secretários, assistentes sociais e convidados.
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O CRAM oferecerá serviços de atendimento jurídico e psicológico às usuárias, focando na proteção e no suporte em situações de risco. O centro funcionará de segunda a sexta-feira, em horário comercial.
Jaqueline Ramos, secretária de Assistência Social, enfatizou a elevada incidência de casos de violência contra a mulher e destacou que o novo centro deverá proporcionar maior acolhimento às vítimas. Ela também mencionou a parceria contínua com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).
A delegada Fernanda Mendonça, responsável pela 1ª Delegacia de Polícia de Alegrete, ressaltou a importância do trabalho conjunto entre o CRAM e a polícia. Ela expressou confiança de que a colaboração resultará em um acolhimento mais eficaz para as mulheres. A delegada reforçou que a polícia está à disposição para oferecer qualquer suporte necessário.
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A promotora de justiça Rochelle Jelinek, da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Alegrete, também participou do evento. Em seu discurso, ela destacou a relevância da rede de proteção para as vítimas de violência e compartilhou a história de Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica no Brasil. Jelinek enfatizou a necessidade de acolhimento não apenas para as mulheres, mas também para todos os membros da família envolvidos nesse contexto. Ela foi responsável por introduzir, na cidade, o “violentômetro”, uma ferramenta destinada a alertar as vítimas sobre a escalada dos atos de violência doméstica. Em sua fala, muito emocionada, ressaltou que a luta até a abertura do espaço foi longa e significativa.
O vereador Luciano Belmonte representou a Câmara de Vereadores e destacou a relevância do novo centro na luta contra a violência. Ele mencionou que iria realizar uma quebra de protocolo, mas cedeu à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara de Vereadores, representada por Dileusa Alves. A vereadora, de forma corajosa, compartilhou sua própria experiência como vítima de violência, reforçando o engajamento de todos na causa. Ela ainda mencionou a ex-secretária de Assistência Social, Iara Caferati, que também fez parte desta ação durante sua gestão.
O vice-prefeito Jesse Trindade falou sobre a educação na prevenção da violência. Ele ressaltou que a ação conjunta entre escola e família é crucial e compartilhou um exemplo pessoal envolvendo sua filha, enfatizando que todos precisam compreender o respeito desde cedo.
O CRAM de Alegrete surge como um ponto central para o atendimento, orientação e encaminhamento das vítimas de violência nas áreas jurídica, social e de saúde. A demanda poderá ser por encaminhamento de qualquer uma das redes de proteção, assim como por demanda espontânea.
A inauguração do CRAM marca um passo importante na luta contra a violência em Alegrete, fortalecendo a rede de proteção e apoio às vítimas e promovendo um ambiente de maior segurança e dignidade para todas as mulheres.















Foto: Alisson Machado