Samba de luto: morre, aos 55 anos, o empresário João Amaro
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A comoção se espalhou pelas redes sociais. O luto não é apenas da família mas de uma legião de amigos, conhecidos e clientes. Morreu nesta tarde, vítima da Covid-19, o alegretense, empresário e sambista João Amaro da Silva Emiliano. Ele estava com 55 anos e deixa esposa Enilda Serpa e três filhos: Nathalia, Fhiama e João Amaro Júnior, assim como, netos.

 

João Amaro era aquele tipo de pessoa que transbordava alegria, contagia pelo carisma e tinha muita paixão por tudo que fazia, desde o atendimento em seu bar, na rua Tamandaré, como os mocotós que sempre foram referência, além das memoráveis festas de carnavais que participou ao longo da vida.
O PAT falou com amigos e familiares e selecionou algumas das mensagens.
O genro engenheiro Huillian Severo falou o quanto Amaro era uma pessoa bem conhecida. Ele estava hospitalizado desde dia 7, domingo passado. Foi diagnosticado com a Covid-19 e acabou com algumas complicações e foi hospitalizado, no início, o quadro era estável, porém, foi se agravando. O empresário tinha problemas de saúde como diabete e obesidade. “Era doente por samba e pelo Internacional” – descreveu.
O amigo e parceiro, radialista Roberto Correia, lamentou muito e disse que é uma perda irreparável. “Todos que chegavam no Amaro se sentiam acolhidos, nunca em décadas, pois somos parceiros desde sempre, o vi de mau humor. O sorriso e sua alegria eram contagiantes”- citou.
Já o advogado Rafael Faraco postou em seu perfil: “toda sexta-feira ele nos esperava com o mesmo sorriso e com aquela satisfação de nos receber. Cerveja bem gelada, churrasqueira pronta, mas acima de tudo aquela hospitalidade que nos fazia sentirmos em casa. Eu costumava dizer que o pátio do João Amaro fedia a samba. Ritmista de fé e de coração sempre disposto a ajudar a escola.
Teus amigos sentirão tua falta meu velho, a tua escola de samba também. O samba vai sentir a tua falta. Que Deus conforte o coração dos familiares. Um abraço apertado”.
Outro que prestou uma homenagem foi Luis Felipe Oliveira(Felipinho): o João Amaro foi mais que um amigo, foi irmão que a vida me deu. Hoje, aqui ao lado da família em sua casa, vejo o quanto ele marcava esse lar e esse pátio, um silêncio que nunca imaginamos. Que a alegria dele nos fortaleça daqui pra frente, sempre que lembrarmos do baita cara que ele foi” – concluiu.
As últimas homenagens foram a cargo da Funerária Angelus. O sepultamento ocorreu às 15h30min, desta sexta-feira(19).
Flaviane Antolini Favero

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