A Infinit Saúde Alegrete está sempre em constante evolução. Tem como propósito cuidar de pessoas com inovação e responsabilidade e, pensando nisso, traz um assunto de suma importância.
Você apresenta ou conhece alguém que relate:
Dificuldade para manter o foco em uma conversa ou leitura;
Sensação de “mente acelerada”;
Esquecimentos frequentes;
Dificuldade para aprender coisas novas;
Sensação de estar sempre em alerta;
Cansaço mental, mesmo sem grande esforço físico.
Você sabia que esses são alguns dos principais sintomas de quem está em um quadro de simpaticotonia? Eles costumam ser mais evidentes quando a simpaticotonia se torna crônica.
Mas, o que é simpaticotonia? Vamos entender!
Para compreender esse conceito, primeiro precisamos conhecer o funcionamento do sistema nervoso autônomo.
Ele é dividido em dois grandes sistemas que trabalham em equilíbrio:
Sistema nervoso simpático: é o sistema do alerta e da ação. Ele prepara o corpo para enfrentar desafios, aumentando os batimentos cardíacos, a pressão arterial e o estado de atenção. É conhecido como o sistema de “luta ou fuga”.
Sistema nervoso parassimpático: é o sistema do descanso e da recuperação. Ele ajuda o corpo a relaxar, diminuir os batimentos cardíacos, melhorar a digestão e restaurar as energias. É conhecido como o sistema de “repouso e recuperação”.
Resumindo, o sistema simpático acelera o organismo quando precisamos agir, enquanto o sistema parassimpático desacelera o organismo para permitir descanso, recuperação e equilíbrio. A boa saúde depende da alternância harmoniosa entre os dois sistemas, ou seja, do equilíbrio, que chamamos de homeostase.
O que é homeostase?
Homeostase é a capacidade do organismo de manter seu funcionamento interno estável, mesmo diante das mudanças do ambiente ou das exigências do dia a dia.
Graças a ela, nosso corpo mantém constantemente:
Temperatura corporal;
Pressão arterial;
Frequência cardíaca;
Níveis de glicose no sangue;
Respiração;
Equilíbrio de água e sais minerais.
É por isso que suamos quando está calor, trememos quando faz frio e, após uma atividade física, nosso coração acelera para atender à demanda do organismo e depois retorna gradualmente ao ritmo normal.
O sistema nervoso simpático e o sistema nervoso parassimpático trabalham juntos para manter esse equilíbrio. O simpático ativa o organismo quando é necessário responder a um desafio; o parassimpático promove o relaxamento e a recuperação após esse desafio.
A homeostase representa esse estado de equilíbrio do organismo. Para mantê-la, os sistemas simpático e parassimpático atuam em conjunto, ajustando continuamente as funções do corpo conforme a necessidade.
E quais são os principais fatores que levam o indivíduo a sair da homeostase?
Estresse físico ou emocional (ansiedade, preocupações e medo);
Dor, principalmente quando persistente;
Privação de sono ou sono de má qualidade;
Doenças e infecções;
Inflamação;
Sedentarismo ou, ao contrário, exercício físico excessivo;
Má alimentação, jejum prolongado ou excesso de açúcar e alimentos ultraprocessados;
Desidratação;
Consumo excessivo de cafeína, álcool ou outras substâncias estimulantes;
Alterações hormonais, como problemas na tireoide ou excesso de cortisol;
Temperaturas extremas (calor ou frio intenso);
Traumas físicos ou cirurgias;
Doenças neurológicas ou cardiovasculares, que podem comprometer o controle do sistema nervoso autônomo.
O organismo tenta compensar essas alterações por meio do sistema nervoso autônomo, dos hormônios e de outros mecanismos fisiológicos. Quando o estímulo é intenso ou prolongado, essa capacidade de adaptação pode ficar sobrecarregada, favorecendo um estado de desequilíbrio, como a simpaticotonia crônica.
Na fisioterapia neurofuncional, alterações do sistema nervoso autônomo são frequentemente observadas em pessoas com:
AVC;
Doença de Parkinson;
Lesão medular;
Esclerose múltipla;
Traumatismo cranioencefálico.
Nessas condições, além das alterações motoras, podem surgir dificuldades relacionadas à atenção, à memória, às funções executivas, à fadiga e ao controle autonômico.
É justamente nesse contexto que novas abordagens terapêuticas vêm ganhando espaço na literatura científica. Intervenções como exercício terapêutico, treinamento respiratório e técnicas de neuromodulação, como a taVNS, vêm sendo estudadas como estratégias complementares para favorecer uma melhor regulação autonômica.
A neuromodulação, especialmente por meio da taVNS (Estimulação Transcutânea do Nervo Vago), associada ao treino cognitivo e à fisioterapia neurofuncional, busca criar um ambiente cerebral mais favorável para a neuroplasticidade.
A ideia não é substituir a fisioterapia, mas potencializar seus resultados.
Os estudos sugerem que a associação entre neuromodulação e uma tarefa específica pode favorecer o reaprendizado do cérebro durante a reabilitação.
Entre os possíveis benefícios observados na literatura estão:
AVC: favorecer a neuroplasticidade, melhorar a atenção, as funções executivas, a aprendizagem motora e a recuperação funcional;
Doença de Parkinson: melhorar a atenção, a dupla tarefa, as funções executivas, o equilíbrio e a marcha;
Esclerose Múltipla: reduzir a fadiga, melhorar a cognição, a atenção e o desempenho funcional;
Traumatismo Cranioencefálico (TCE): auxiliar na recuperação da atenção, da memória, da velocidade de processamento e da aprendizagem motora;
Lesão Medular: modular o sistema nervoso autônomo, favorecer a plasticidade residual e potencializar o treinamento funcional.
E por que associar à fisioterapia?
A fisioterapia neurofuncional é baseada na aprendizagem motora. Para que o cérebro reorganize suas conexões (neuroplasticidade), ele precisa receber um estímulo significativo.
A taVNS pode:
Aumentar a atividade parassimpática;
Reduzir o excesso de atividade simpática em alguns pacientes;
Favorecer um estado fisiológico mais propício ao aprendizado;
Estimular sistemas neuromodulatórios relacionados à atenção e à plasticidade.
Já o treino cognitivo ativa redes neurais responsáveis por:
Atenção;
Concentração;
Memória;
Planejamento;
Tomada de decisão;
Dupla tarefa.
Quando esses recursos são combinados com uma tarefa funcional — por exemplo, treino de marcha, equilíbrio, alcance e manipulação de objetos — o cérebro recebe simultaneamente estímulos motores, cognitivos e autonômicos. Esse conjunto favorece o reaprendizado motor e funcional.
Reabilitar é tratar também o cérebro, não apenas o movimento
Hoje sabemos que a reabilitação neurofuncional vai muito além do fortalecimento muscular.
O verdadeiro objetivo é estimular o cérebro para que ele reorganize suas conexões e desenvolva novas estratégias de funcionamento.
Por isso, recursos que englobam a neuromodulação, o treino cognitivo e a fisioterapia vêm sendo cada vez mais estudados e incorporados à prática clínica baseada em evidências científicas.
É importante destacar que cada paciente possui necessidades e características próprias. A indicação das técnicas depende de uma avaliação individualizada, de objetivos terapêuticos claros e da atuação de profissionais devidamente habilitados, de forma personalizada, segura e ética, sendo cada profissional responsável pela reabilitação dentro da sua área de atuação.
Na Infinit Saúde Alegrete, tudo isso é levado muito a sério. As fisioterapeutas possuem formação prática em neuromodulação, cada paciente é tratado com individualidade, os tratamentos são baseados em evidências científicas e a atuação da equipe multidisciplinar é respeitada.
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