O 6º Regimento de Cavalaria Blindado (6º RCB) celebrou, na terça-feira (18), em Alegrete, seus 138 anos de existência. A programação alusiva ao aniversário foi marcada por uma formatura no âmbito da unidade, entrega de condecorações e diplomas, leitura do histórico do Regimento, pronunciamento do comandante e o tradicional desfile da tropa.
A cerimônia reuniu autoridades militares e civis, integrantes da comunidade alegretense, militares da ativa e veteranos. Entre os presentes estavam o prefeito Jesse Trindade Santos; representando a Câmara Municipal, o vereador Jaime Duarte; o coronel Kuwabara, chefe do Estado-Maior da 2ª Brigada de Cavalaria Mecanizada; e o tenente-coronel Anderson Félix, comandante da Guarnição Federal e do 12º BE Comb Bld.
138 anos de uma história ligada a Alegrete
Durante a solenidade, o comandante do 6º RCB, tenente-coronel Carlos Artur Cestari Correa da Cunha, destacou a trajetória histórica da unidade, desde sua criação, em São Paulo, por decreto da Princesa Isabel, em 1888, até os dias atuais, quando o Regimento permanece como uma das referências militares de Alegrete.
Ao relembrar a história da unidade, o comandante ressaltou que a trajetória do 6º RCB foi construída por homens e mulheres que colocaram o compromisso com a Pátria acima de interesses pessoais.
Parte importante dessa história está ligada ao patrono do Regimento, José de Abreu, militar que permaneceu 44 anos na carreira, participou de 20 batalhas e construiu uma trajetória marcada pela coragem.
A relação do patrono com Alegrete também foi destacada durante a cerimônia. Para o comandante, José de Abreu e o próprio Regimento fazem parte da história da cidade.
“Não há separação entre o que é o 6º RCB e esta cidade”, destacou Cestari.
Do cavalo ao aço
Outro momento lembrado pelo comandante foi a transformação da unidade ocorrida em 1971, quando os cavalos deram lugar aos veículos blindados. A mudança alterou os meios empregados pelo Regimento, mas, segundo Cestari, não modificou a essência da tropa.
A tradição da Cavalaria permaneceu incorporada à nova realidade tecnológica. A coragem, a disciplina e o espírito de missão que acompanhavam os antigos cavalarianos passaram a estar presentes nas tripulações dos carros de combate. Desde então, o 6º RCB participou de diferentes missões no Brasil e também no exterior, consolidando sua trajetória operacional.
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“Punho de aço da Brigada”
Em seu pronunciamento, o comandante também destacou a contribuição de militares oriundos de diferentes regiões do interior do Rio Grande do Sul, homens e mulheres que ajudaram a construir a história da unidade e contribuíram para consolidar o 6º RCB como o “punho de aço da Brigada”.
Cestari também lembrou aqueles que passaram pelo Regimento ao longo das décadas, incluindo militares que permaneceram na unidade e os veteranos, considerados parte permanente da memória do quartel.
O comandante ressaltou ainda que o 6º RCB é a única unidade do Rio Grande do Sul a sediar uma escola de formação de sargentos das armas, reforçando sua importância para a formação e preparação de militares.
Para Cestari, a relação entre o Regimento e a comunidade vai além dos limites físicos do quartel.
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“O Regimento não é uma ilha, é comunidade.”
Ao concluir sua manifestação, o comandante destacou a passagem de diferentes gerações pela unidade e a presença contínua de homens e mulheres comprometidos com a missão e preparados para responder ao chamado da Pátria.
Reconhecimento à comunidade
Durante a formatura, militares e integrantes da comunidade foram homenageados com a entrega dos diplomas Amigos do Regimento e Amigos da Confraria José de Abreu.
A homenagem reconhece pessoas que mantêm uma relação de proximidade e colaboração com a unidade e que, de diferentes maneiras, contribuem para fortalecer os vínculos entre o Exército e a sociedade alegretense.
Tradição presente no desfile
A solenidade foi encerrada com o desfile da tropa, que apresentou diferentes momentos da história e da evolução da Cavalaria.
Participaram dos grupamentos a pé, a linha de bandeiras históricas, o pelotão de Cavalaria e os veículos blindados.
O desfile mostrou a evolução dos meios empregados pelo Regimento, desde veículos mais antigos até os modernos Leopard 1A5 BR, evidenciando a transformação tecnológica ocorrida ao longo das décadas.
Ao completar 138 anos, o 6º RCB reafirma uma história construída entre a tradição da Cavalaria e a modernidade dos blindados. Uma trajetória que ultrapassa os limites da caserna e se confunde com a própria história de Alegrete, cidade onde o Regimento se consolidou como presença militar, instituição formadora e parte da identidade local.
Foto: Alair Oliveira Almeida

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