A situação do Instituto Federal Farroupilha (IFFar) – Campus Alegrete é considerada delicada após o forte temporal que atingiu a região na noite de sábado (26). Os ventos provocaram danos em praticamente todos os telhados da instituição, deixando diferentes setores descobertos e expostos à chuva. O campus também permanece sem energia elétrica.
Diante da previsão de novas instabilidades, servidores passaram o domingo (27) mobilizados para tentar reduzir os prejuízos e proteger o patrimônio da instituição. Documentos, equipamentos, mobiliários e outros materiais foram retirados dos espaços atingidos e transferidos para locais secos, numa tentativa de evitar que a entrada de água provocasse novos danos.
As aulas seguem suspensas e, neste momento, ainda não há uma data definida para a retomada das atividades acadêmicas.
Estudantes foram encaminhados para outros locais
Na noite em que ocorreu o temporal, os estudantes residentes no campus foram inicialmente alojados no prédio das salas de aula. No domingo, os pais puderam buscá-los e levá-los de volta para suas casas.
Alguns estudantes tiveram dificuldades no deslocamento para casa. Já que residem mais distante e enfrentaram dificuldades para retornar para suas cidades foram encaminhados temporariamente para a moradia estudantil da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA).
A medida foi adotada para garantir um local seguro para os estudantes enquanto o campus permanece afetado pelos danos provocados pelo temporal.
Reitoria e equipe de Engenharia fazem avaliação
Uma avaliação mais detalhada da estrutura do IFFar está prevista para esta segunda-feira (28). A Reitoria estará no Campus Alegrete acompanhada da equipe de Engenharia para verificar as condições dos prédios e dimensionar os prejuízos, caso as condições climáticas permitam a realização dos trabalhos.
A vistoria deverá analisar principalmente os danos nos telhados e as condições dos espaços que ficaram expostos à chuva. O levantamento será fundamental para definir as medidas necessárias para a recuperação da estrutura e estabelecer as condições para uma futura retomada das atividades.
Segundo a diretora do Campus Alegrete, Mirian Marchezan, ainda não é possível estabelecer uma data para o retorno das atividades.
“Ainda não temos uma data definida para o retorno das atividades. Mas sabemos que a recuperação demandará mais de uma semana de trabalho. O prazo dependerá da possibilidade de termos um período de tempo firme para realizar a recuperação dos telhados e da avaliação técnica das condições do campus”, destacou a diretora.
A instituição, portanto, deverá aguardar tanto a avaliação técnica quanto a melhoria das condições meteorológicas para avançar na recuperação das áreas atingidas.
Trabalho emergencial para evitar novas perdas
Além dos danos já provocados pelo vento, a possibilidade de novas chuvas aumenta a preocupação da direção. Com diversos setores descobertos, a entrada de água pode ampliar os prejuízos em equipamentos, documentos, mobiliário e estruturas internas.
Por isso, a mobilização dos servidores no domingo teve como uma das principais prioridades retirar materiais dos locais vulneráveis e transferi-los para ambientes protegidos.
O trabalho ocorre paralelamente à organização da avaliação técnica que será realizada pela equipe de Engenharia.
Vereador acompanha situação no campus
Também no domingo (27), o vereador Gilmar Martins esteve nas dependências do IFFar para verificar de perto os estragos provocados pelas fortes chuvas e ventos.
Durante a visita, o vereador conversou com a diretora Mirian Marchezan, acompanhou os impactos provocados pelo temporal e manifestou solidariedade à direção, aos servidores, estudantes e à comunidade acadêmica.
Gilmar também colocou-se à disposição para contribuir na busca de soluções diante dos prejuízos provocados pelo evento climático.
Ao comentar a situação, o vereador destacou a necessidade de ações públicas voltadas à prevenção e preparação diante de eventos climáticos extremos.
“É fundamental a solidariedade e a ação direta junto à população neste momento, mas é ainda mais urgente que o poder público coloque a questão climática no centro das políticas públicas. O clima afeta a educação, a saúde, o urbanismo e a infraestrutura”, afirmou.
Recuperação dependerá do tempo e da avaliação técnica
Com praticamente todo o sistema de cobertura afetado, a recuperação do campus deverá exigir uma operação de grande porte. A extensão dos danos ainda será oficialmente dimensionada pela equipe técnica do IFFar.
O principal desafio imediato é proteger as áreas internas contra novas chuvas e, posteriormente, realizar a recuperação dos telhados e demais estruturas atingidas.
Enquanto isso, estudantes e servidores permanecem com as atividades presenciais suspensas, e a instituição aguarda as condições necessárias para iniciar a recuperação.
A avaliação prevista para esta segunda-feira deverá representar um passo importante para definir a dimensão dos prejuízos e os próximos procedimentos. Somente após esse levantamento e a análise das condições estruturais será possível estabelecer com maior precisão o cronograma de recuperação e uma previsão para o retorno das atividades no Campus Alegrete.
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