Jacaquá e Mariano Pinto encerram Festejos com desfiles nessas comunidades do interior em Alegrete

Jacaquá e Mariano Pinto receberam os últimos desfiles da programação, levando a tradição gaúcha para comunidades da zona rural.

Os Festejos Farroupilhas 2026 chegaram ao fim, em Alegrete, neste último fim de semana, com a realização dos dois últimos desfiles da programação no interior do município. No sábado (26), a comunidade do Jacaquá promoveu seu desfile e, no domingo (27), foi a vez de Mariano Pinto e localidades próximas reunirem tradicionalistas em torno da celebração da cultura gaúcha.

A programação dos Festejos Farroupilhas de Alegrete começou ainda em agosto e se estendeu até o fim de setembro, com atividades em diferentes pontos do município. A agenda incluiu mateadas, cavalgadas, concursos, cerimônias tradicionalistas e desfiles na cidade e no interior.

Em 2026, os dois últimos desfiles estavam previstos oficialmente para os dias 26 e 27 de setembro, respectivamente no Jacaquá e em Mariano Pinto, encerrando a programação de desfiles dos Festejos no município.

Jacaquá reúne comunidade no sábado

No sábado (26), a comunidade do Jacaquá, localizada a cerca de 50 quilômetros da área urbana de Alegrete, realizou o desfile em homenagem aos Festejos Farroupilhas.

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Apesar da instabilidade do tempo, as condições na região permitiram a realização da atividade. Cavalarianos participaram do desfile em frente ao Polo Educacional Costa Leite, acompanhados por moradores da comunidade e de localidades próximas.

O encontro levou para a zona rural uma das principais manifestações da programação farroupilha, com a participação de tradicionalistas e famílias da região.

Mariano Pinto encerrou os desfiles

No domingo (27), a programação foi encerrada com o desfile de Mariano Pinto. Moradores da comunidade e de localidades do entorno participaram da atividade, que também reuniu cavalarianos e tradicionalistas.

Com condições climáticas mais favoráveis em relação ao dia anterior, o desfile contou com a participação da comunidade rural e de convidados que se deslocaram até a região para acompanhar a programação.

Segundo o coordenador dos Festejos Farroupilhas de Alegrete, Cléo Severo Trindade, os dois eventos tiveram avaliação positiva e demonstraram a participação das comunidades do interior na programação tradicionalista.

Para Cléo, Jacaquá e Mariano Pinto são comunidades importantes dentro da organização dos Festejos justamente por ampliarem a participação para além da área urbana do município.

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Avaliação da organização

Ao fazer uma avaliação dos Festejos Farroupilhas de 2026, Cléo Trindade destacou mudanças relacionadas aos cuidados com os animais e à preservação dos usos e costumes do tradicionalismo.

Segundo o coordenador, a organização observou uma participação mais ordenada ao longo dos eventos, embora algumas intercorrências tenham sido registradas durante a programação.

Cléo também destacou a participação de peões e prendas e a preocupação com o uso adequado das pilchas, aspecto que, segundo ele, contribuiu para reforçar a identidade tradicionalista dos eventos realizados no município.

Uma programação que chegou ao interior

A realização dos últimos desfiles no Jacaquá e em Mariano Pinto reforçou uma característica da programação de Alegrete em 2026: levar os Festejos Farroupilhas para diferentes regiões do município.

Antes dos dois eventos finais, a programação já havia passado pelo Polo da Conceição, Passo Novo e pela área urbana, onde ocorreu o tradicional desfile de 20 de Setembro. A agenda também incluiu atividades como a chegada da Chama Crioula, mateadas, audiência crioula, missa crioula, cavalgadas e apresentações.

No Estado, os Festejos Farroupilhas de 2026 tiveram como tema “Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição”, em referência aos quatro séculos do início da presença jesuítica e do encontro com os povos guaranis no território gaúcho.

Em Alegrete, o encerramento dos desfiles ocorreu nas comunidades rurais, levando a programação tradicionalista para duas regiões do interior e concluindo um calendário que mobilizou entidades, cavalarianos, prendas, peões e comunidades ao longo de agosto e setembro.

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