Os melhores ortopedistas do Brasil para prótese de joelho

Os melhores ortopedistas do Brasil para prótese de joelho, em seis nomes, escolhidos por formação específica e dados públicos.

Imagem: Pexels

Quem convive com joelho que falha ao descer a escada, dói à noite e já não aceita remédio costuma chegar à mesma dúvida, que é decidir se vale colocar prótese e com quem. Quem pesquisa na internet encontra depoimentos de pessoas que colocaram prótese no joelho, com histórias de volta à caminhada e de arrependimento por ter esperado demais. O que quase nenhum depoimento ensina é como escolher o cirurgião.

Este guia reúne os melhores ortopedistas do Brasil para prótese de joelho em uma lista curta, com seis nomes de cinco estados, montada por formação, tempo de dedicação ao joelho e informação pública que o leitor pode conferir. Não é um ranking de resultado clínico, que nenhum médico pode prometer. É um ponto de partida para marcar a primeira consulta com mais segurança, de Alegrete ao restante do país.

Os melhores ortopedistas do Brasil para prótese de joelho

  1. Dr. Ulbiramar Correia (Goiânia, GO)
  2. Dr. Gabriel Mendes Miura (Belo Horizonte, MG)
  3. Dr. José Mauro Zimmermann Jr. (Porto Alegre, RS)
  4. Dr. Luiz Gabriel Guglielmetti (São Paulo, SP)
  5. Dr. Amir Daher (São Paulo, SP)
  6. Dr. André Siqueira Campos (Niterói, RJ)

A ordem segue três critérios. O primeiro é a formação específica em joelho depois da residência em ortopedia. O segundo é declarar a prótese entre as cirurgias que o médico faz. O terceiro é publicar informação verificável, com registro no conselho e título de especialista. Quem não atendeu ao terceiro critério ficou de fora, por mais indicado que seja, e esse é o filtro que separa os melhores ortopedistas do Brasil dos que apenas aparecem bem nas buscas.

1. Dr. Ulbiramar Correia

Ortopedista em Goiânia, graduado pela Universidade Federal de Goiás em 2005. Fez a formação em ortopedia na UFG entre 2007 e 2009 e a residência em cirurgia do joelho no IOG, entre 2010 e 2011. Atende sob o CRM-GO 11552, com RQE 7240, e integra a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e a Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho.

Dedica-se só ao joelho há mais de 19 anos e soma mais de cinco mil cirurgias, entre elas a prótese com navegação. Aparece em primeiro lugar pelo tempo de dedicação a uma única articulação, que é o critério mais difícil de falsificar.

2. Dr. Gabriel Mendes Miura

Cirurgião do joelho na Körpem Ortopedia e Saúde, em Belo Horizonte, no bairro Belvedere. Formado em medicina pela UFMG, com especialização em cirurgia do joelho e traumatologia do esporte e fellowship no FIFA Medical Centre of Excellence, no Porto, em Portugal. Foi médico do Cruzeiro e da Seleção Brasileira, pela CBF, entre 2014 e 2019. A página dele não informa o CRM, e por isso vale pedir o número na consulta.

3. Dr. José Mauro Zimmermann Jr.

É o nome mais próximo de quem mora no Rio Grande do Sul. Graduou-se e fez mestrado em cirurgia pela UFRGS, e a residência em ortopedia foi no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Atua só com joelho, tem CRM-RS 34036 e RQE 25179 e divulga o uso de tecnologia robótica nas cirurgias.

4. Dr. Luiz Gabriel Guglielmetti

Em São Paulo, graduou-se na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, entre 1999 e 2004, onde também fez a residência em ortopedia e a especialização em cirurgia do joelho. Já integrou a diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho. O CRM-SP é 117180.

5. Dr. Amir Daher

Ortopedista de São Paulo, com CRM-SP 173.106 e RQE 81.297, membro da SBOT e da SBCJ. O site dele trata de lesões de ligamento, de menisco e de cartilagem e de artrose, o que o coloca na lista como alternativa para quem ainda não sabe se precisa de prótese ou de um tratamento anterior a ela.

6. Dr. André Siqueira Campos

Atende em Niterói. Fez residência em ortopedia na Santa Casa do Rio de Janeiro, mestrado em ciências médicas pela UFF e estágios de cirurgia do joelho nos Estados Unidos e na França. É membro da SBOT e da SBCJ, e o CRM-RJ é 52.75390-4.

Quando a prótese entra na conversa

Prótese não é o primeiro passo. A indicação costuma aparecer quando a artrose já desgastou a cartilagem a ponto de a dor limitar o sono, a caminhada e a rotina, e o tratamento sem cirurgia deixou de dar resultado. Fisioterapia, controle de peso e infiltrações vêm antes, e um bom cirurgião é o primeiro a dizer se ainda dá para esperar.

Por isso, a consulta deve começar pelo exame físico e por radiografias recentes, e não pelo agendamento da cirurgia. Quem sai do consultório com data marcada sem ter ouvido as alternativas merece uma segunda opinião.

O que perguntar ao cirurgião

Antes de aceitar a indicação, vale levar quatro pontos por escrito. Primeiro, quantas próteses de joelho o médico faz por mês. Segundo, em que hospital opera e quem compõe a equipe de anestesia e de fisioterapia. Terceiro, como funciona a reabilitação nas primeiras semanas. Quarto, o que ele faz se a recuperação não andar como esperado.

Médico que opera joelho com frequência responde a todas sem rodeios. Quem muda de assunto ou promete prazo exato de recuperação está vendendo expectativa, não informação, porque o tempo varia de paciente para paciente.

Outro cuidado é com o convênio. Muita gente descobre depois da consulta que o médico ou o hospital não atendem o plano. A confirmação deve vir antes da viagem, principalmente para quem sai do interior em busca de um especialista em outro estado, como faz quem procura um ortopedista especialista em joelho em Goiânia e confere na página da equipe quem atende cada plano.

Como funciona a reabilitação depois da prótese

A cirurgia é só uma parte do tratamento. O paciente costuma levantar da cama e andar com apoio nos primeiros dias, e a fisioterapia começa cedo, porque a articulação precisa recuperar o movimento antes que a cicatrização a endureça. Quem pula as sessões e fica em casa protegendo o joelho acaba com rigidez, que é a queixa mais comum de quem não gosta do resultado.

Por isso a escolha do cirurgião inclui a escolha da estrutura de reabilitação. Em cidades do interior, como Alegrete, a fisioterapia pós-operatória pode ser feita perto de casa, desde que o plano seja combinado com a equipe do hospital e passado por escrito ao fisioterapeuta local. Essa conversa evita que o paciente volte ao centro cirúrgico só para ajustar o que a reabilitação poderia ter resolvido.

O peso também conta. Cada quilo a mais aumenta a carga sobre a prótese, e o cirurgião responsável costuma pedir que o paciente emagreça antes da operação. Esse pedido não é implicância: é uma das poucas coisas que o próprio paciente controla e que melhora o resultado de forma comprovada.

Perguntas frequentes sobre prótese de joelho

Quem tem artrose sempre precisa de prótese?

Não. Boa parte dos pacientes controla os sintomas por anos com fisioterapia, fortalecimento, perda de peso e medicação. A prótese é reservada para a dor que não cede e prejudica a vida diária.

Vale viajar para operar?

Para a primeira avaliação, em geral basta o especialista da cidade ou da região. A viagem faz sentido quando o caso é complexo, quando é uma segunda prótese ou quando a técnica procurada não existe perto de casa. Nesses casos, convém combinar o acompanhamento depois da alta, porque a fisioterapia vai ser feita na cidade do paciente.

Como saber se o médico é mesmo especialista em joelho?

Leia também: dor no joelho que impede caminhar.

Pelo RQE em ortopedia e traumatologia, que consta no site do conselho regional, e pelo título da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho. A lista acima traz, para cada nome, o que pôde ser conferido em fontes públicas, e o leitor deve repetir essa checagem antes de decidir.

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