Pôr do Sol traz samba-enredo que fala da vida simples

Os sambas-enredos são parte importante para cativar o público. Em 2023, a Acadêmicos do Pôr do Sol apostou na valorização do carnaval, a autoria é de Zolá Duarte e Márcio Duarte. 

Os sambas-enredos são parte importante para cativar o público. Em 2023, a Acadêmicos do Pôr do Sol apostou na valorização desse importante quesito do Carnaval, a autoria é de Zolá Duarte e Márcio Duarte. 

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Em entrevista ao PAT, Márcio Duarte contou sobre o processo criativo da canção. As personalidades mencionadas são especiais para a comunidade, como Joel Irizaga, que foi o primeiro presidente. No seu mandato, o samba-enredo falava sobre a enchente em Alegrete e no momento da escola desfilar choveu na avenida e, mesmo assim, a Acadêmicos foi campeã do ano de 1995. 

Loreci era pai de santo e também foi presidente da Por do Sol no ano de 1993. Já a baiana Albertina Jaques de Juli, que era cozinheira, representa a força da mulher negra na comunidade.  

É marcante na composição o desejo pelo retorno do carnaval, que é tão importante para “o povo festeiro, que corre atrás de janeiro a janeiro”. A música ressalta o estilo de vida simples, demonstrando a maneira de fazer carnaval da escola, “simpatizei com a beleza da simplicidade”. 

A felicidade não tem preço 

Você falou que o samba havia morrido

Que a folia tinha desaparecido  

Olha pra mim, você errou 

Aqui quem manda é o povo festeiro

Que corre atrás de janeiro a janeiro 

Transforma o suor no pão de cada dia

E quando chega fevereiro

Pode ser rei ou pode ser rainha 

Brinca de de Pierrô, de Arlequim

E de Colombina… Laiálaiá

Lá do céu vertem lágrimas do Joel 

Entre as estrelas eu vi com os orixás o Loreci

Junto com nossa eterna baiana Bonina 

Abençoam essa festa 

E o baita chão se manifesta

Abram alas! Não deixem o carnaval morrer

Eu também me alimento de cultura e lazer

Vesti o meu melhor sorriso

Ocupar as ruas é preciso

A cor da noite no rosto do carnaval

Sou da comunidade, astro principal

Simpatizei com a beleza da simplicidade 

A fantasia não bordei de luxo

Voltei pra encantar essa cidade

A felicidade não tem preço

Bato meu tambor porque mereço 

Eu sempre fui feliz assim

Vem amor!

Faz-me rir, que eu te faço gargalhar

Alegre e brincalhão vou dizer o que sinto

Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco

Mãe d’água mandou, mandou avisar 

Que a família Por do Sol voltou

No colo de Iemanjá exaltando a alegria 

40 anos da academia

Fotografia: Alessandra Viero

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