Solidariedade que aquece o corpo e o coração: voluntárias entregam kits para recém-nascidos na Santa Casa de Alegrete

Há gestos que não fazem barulho, mas ecoam por muito tempo na vida de quem os recebe. São ações silenciosas, movidas pelo amor ao próximo, capazes de transformar realidades e renovar esperanças. A solidariedade, quando se traduz em atitudes, revela sua forma mais genuína: a de cuidar de quem mais precisa.

Foi com esse propósito que Helena Carlesso dos Santos e sua filha, Renata Carlesso, decidiram unir talento, dedicação e sensibilidade para confeccionar roupinhas de lã e linha destinadas aos bebês que chegam ao mundo na Santa Casa de Alegrete. Casaquinhos, calças e outras peças foram produzidos artesanalmente e reunidos em kits para recém-nascidos, preparados com carinho e entregues à instituição.

Para Helena, a solidariedade sempre foi mais do que um gesto de generosidade. É um compromisso de vida. Durante anos, ela presidiu a Liga Feminina de Combate ao Câncer, entidade que se tornou referência no acolhimento e no apoio a pacientes e familiares em momentos delicados. Mesmo após deixar a presidência, permanece atuante na Liga, agora ao lado da filha, mantendo vivo o espírito do voluntariado que marcou sua trajetória.

Desta vez, o olhar voltou-se para o início da vida. Cada peça confeccionada representa mais do que proteção contra o frio: simboliza acolhimento, dignidade e esperança para famílias que, muitas vezes, enfrentam dificuldades financeiras justamente no momento do nascimento de um filho.

Os kits foram entregues à assistente social da Santa Casa de Alegrete, Tânia Zinelli, que destacou a importância da iniciativa. Segundo ela, muitas mães chegam ao hospital sem condições de oferecer um enxoval completo aos seus bebês, tornando a doação um apoio fundamental nos primeiros dias de vida.

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Mais do que roupas, o gesto leva conforto e demonstra que a comunidade pode fazer a diferença por meio de pequenas atitudes. É a prova de que a solidariedade não se mede pelo valor material da doação, mas pela disposição de compartilhar tempo, talento, carinho e cuidado.

Em tempos em que as boas notícias parecem disputar espaço com as dificuldades do cotidiano, iniciativas como essa lembram que ainda existem mãos dispostas a servir e corações comprometidos com o bem comum. Helena e Renata mostram que a solidariedade continua sendo uma das mais belas expressões da humanidade: aquela que aquece o corpo dos recém-nascidos e, ao mesmo tempo, fortalece a esperança de quem acredita em um mundo mais fraterno.

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