Entre as principais alterações está a revisão para baixo da área destinada ao trigo. A Conab estima que o cereal ocupe 774 mil hectares no Estado, uma redução de 2,62% em relação à previsão anterior e de 33,1% na comparação com a safra passada.
A produção de trigo também deve apresentar queda. A estimativa é de 2,3 milhões de toneladas, volume 36,8% inferior ao registrado em 2025. Segundo a Conab, as condições de mercado e a cautela dos produtores diante dos riscos climáticos estão entre os fatores que contribuíram para a redução da área cultivada.
Parte das áreas tradicionalmente destinadas ao trigo vem sendo direcionada para outras culturas de inverno, principalmente canola, aveia e plantas de cobertura.
Leia mais:Evandro Silva: da Centenário para o mundo, uma trajetória marcada pelo jiu-jitsu e pela superação
No caso da canola, a área projetada chega a 366,3 mil hectares, crescimento de 74,5% em relação à temporada anterior. A aveia deve ocupar 401,8 mil hectares, enquanto a cevada tem estimativa de 20,3 mil hectares e o triticale de 3,6 mil hectares. Somadas, as culturas de inverno devem ocupar aproximadamente 1,566 milhão de hectares no Rio Grande do Sul.
Excesso de umidade preocupa produtores
As condições climáticas também estão entre os principais pontos de atenção para as lavouras de trigo. De acordo com a Conab, o excesso de umidade tem dificultado o trânsito de máquinas, a aplicação de nitrogênio em cobertura e o manejo fitossanitário.
A entidade também aponta riscos de lixiviação de nutrientes, erosão e encharcamento, além de destacar que a baixa luminosidade tem limitado o crescimento e o acúmulo de biomassa em algumas regiões.
As geadas registradas no final de agosto também são motivo de preocupação. Como as lavouras apresentam diferentes estágios de desenvolvimento entre as regiões produtoras, os impactos podem variar. As áreas em florescimento e enchimento de grãos estão entre as mais suscetíveis aos danos.
Preço do trigo
No mercado, o preço do trigo em grão apresentou leve alta no período analisado. O valor passou de R$ 69,55 para R$ 69,87, uma valorização de 0,46%. O cenário acompanha uma temporada marcada pela redução da área de trigo no Estado e pela expansão de culturas alternativas de inverno.
Fonte: Conab

Seja o primeiro a comentar