O trabalho será realizado gratuitamente pelo perito Douglas Quintale, a partir de uma parceria firmada com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).
O acordo foi estabelecido durante uma reunião realizada na segunda-feira (26). Douglas Quintale é o único profissional autorizado a emitir certificações relacionadas à autenticidade de obras da artista, conforme atribuições concedidas pelos legítimos representantes dos direitos patrimoniais e sucessórios ligados ao legado de Tarsila do Amaral. Pelo MPRS, participaram do encontro a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Ana Marchesan, e a promotora de Justiça Camila Felix Argenta.
A pintura também é alvo de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público em 11 de junho de 2026. O processo busca garantir a preservação da obra, que integra o acervo do museu municipal, fechado desde 2016.
O imóvel e as peças que compõem o acervo estão sob responsabilidade do Município de Alegrete, conforme convênio firmado entre a Fundação Educacional de Alegrete (FEA) e a administração municipal.
Na ação, a promotora Camila Felix Argenta destaca que, independentemente da confirmação da autoria, são necessárias medidas de proteção para evitar danos à pintura até a conclusão da avaliação técnica. Atualmente, a obra permanece sob os cuidados do Município. A previsão é de que a perícia seja finalizada ainda em 2026.
Sobre a artista
Tarsila do Amaral é considerada uma das principais representantes do Modernismo brasileiro. Nascida em 1886, a artista marcou a história das artes plásticas nacionais ao desenvolver uma linguagem própria, com cores vibrantes, traços característicos e referências às paisagens, à cultura e ao cotidiano do Brasil.
Sua produção artística teve papel importante na construção de uma identidade visual brasileira e permanece como referência na história da arte nacional.
Fonte: MP-RS

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