Enfermeira que atua no posto de saúde do Passo Novo e integrante da escola, Daniela Teixeira acompanhou desde os primeiros momentos os impactos provocados pelo temporal.
“Desde o ocorrido, eu já fui para o Passo Novo e iniciamos os atendimentos, que não pararam. Mesmo com o posto sem condições de atendimento, nós saímos para o CTG e depois para a Central de Atendimento dos Correios”, relata.
Diante da situação enfrentada pelos moradores, Daniela contou no grupo da escola que a comunidade precisava de apoio.
“Assim que coloquei no grupo da escola que estávamos precisando de apoio, imediatamente o presidente Rafael Faraco mobilizou a comunidade e adquiriu o material que tinha disponível na cidade”, afirma.
A mobilização resultou na arrecadação de R$ 1.500 para a compra de telhas, que serão destinadas ao auxílio das famílias atingidas.
Ao falar sobre a iniciativa, Daniela também destacou o papel da escola de samba para além do Carnaval.
Leia mais: Linhas de crédito são disponibilizadas para reconstrução do Passo Novo
“Muitas vezes o Carnaval e as escolas de samba são criticados e vistos apenas pelo que acontece na avenida. Mas existe muito além dos tambores, das fantasias e dos desfiles. Existe união, responsabilidade social, pertencimento e, acima de tudo, solidariedade.”
Segundo Daniela, a mobilização representa uma forma de contribuir, mesmo diante da dimensão dos estragos provocados pelo temporal.
“Hoje, nosso maior orgulho não está em um troféu ou em uma apresentação. Está em saber que, mesmo com um gesto simples diante de uma necessidade tão grande, conseguimos contribuir para que algumas famílias possam começar a reconstruir aquilo que o temporal levou.”
Ela também destacou a importância da união da comunidade neste momento.
“Quando um precisa, todos podem fazer um pouco. E quando todos fazem um pouco, ninguém precisa enfrentar tudo sozinho.”
Para Daniela, a mobilização dos integrantes da escola mostra uma dimensão da entidade que vai além da avenida e do Carnaval.
“Nós os Ritmistas somos samba, somos cultura, somos comunidade. E somos, acima de tudo, gente cuidando de gente.”
A iniciativa da escola integra uma corrente de solidariedade que vem mobilizando moradores, entidades, empresas e instituições de Alegrete para auxiliar as famílias atingidas pelo temporal.
E, para Daniela, a participação da escola pode ser resumida em uma frase: “Hoje, o samba não entra na avenida. Entra onde mais precisa.”

Seja o primeiro a comentar