

A estrutura, que já foi um símbolo de encontro e união para os tradicionalistas, agora se encontra em condições insalubres, sem água e sem energia elétrica.
A sede foi adquirida em 2016, durante a gestão da tradicionalista Ilva Maria Borba Goulart, por meio de um comodato firmado entre a Prefeitura de Alegrete e a Coordenadoria da 4ª RT. Na época, a construção foi viabilizada graças às doações e ao empenho de tradicionalistas comprometidos com a causa.
Posteriormente, na gestão de Marco Antônio Saldanha Júnior, a sede recebeu cuidados, passando por pintura e restauração completa. Este esforço consolidou o espaço como um local acolhedor, servindo para sediar reuniões e eventos das entidades tradicionalistas.
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Infelizmente, este cenário mudou drasticamente sob a gestão Jaime Vieira, afastado recentemente por penalidade aplicada pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). O cenário mostra uma estrutura degradada, evidenciando o abandono e a falta de manutenção do espaço.




Essa situação da sede revolta os tradicionalistas da região. Durante anos, diversas pessoas se dedicaram para estruturar este espaço, que deveria ser um ponto de integração entre as entidades e um símbolo da cultura gaúcha. “É triste ver o trabalho de tantas mãos sendo desprezado dessa forma”, comentou um tradicionalista que preferiu não se identificar.




A gravidade da situação é tamanha que as eleições da nova Coordenadoria da 4ª RT, marcadas para o dia 7 de dezembro de 2024, terão que ser realizadas em Uruguaiana, já que a sede de Alegrete não possui condições mínimas para receber o evento.
O descaso com a sede levanta questionamentos sobre a gestão do patrimônio cultural da 4ª RT. Com a proximidade das eleições, tradicionalistas espera-se que a próxima gestão assuma a responsabilidade de restaurar e preservar este espaço, que carrega não apenas a história da 4ª Região Tradicionalista, mas também o esforço e a dedicação de gerações.
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O abandono da sede da 4ª RT reflete a urgência de um olhar mais atento para os patrimônios culturais, que devem ser valorizados como pilares de uma identidade coletiva, atesta um grupo de tradicionalistas. “A comunidade espera que este descaso seja revertido e que a sede volte a ser um lugar digno da rica tradição gaúcha que representa”, destaca uma integrante de um centro de tradições que pediu anonimato.



A reportagem tentou contato com o ex-coordenador Jaime, que não atendeu o telefone. Até a postagem não havíamos conseguido contato. No entanto, colocamos a disposição para esclarecimentos por parte do tradicionalista.
Procurada pelo PAT, Ilva Goulart preferiu não se manfestar, apenas salientou que ficou sabendo que o local estava fechado e com problemas. Tentamos contato com o ex-coordenador Marco Antônio Saldanha Júnior, que não atendeu as ligações.
Kellen Iung atual coordenadora da 4ª RT, disse à reportagem que quando assumiu, o local estava já em completo abandono. Ela que integrou a gestão de Vieira, rechaçou que foi impedida de trabalhar na sede por questões pessoais com o ex-coordenador. Ela lidera os trabalhos para a próxima eleição e assim que o novo coordenador seja eleito, o caso da sede em Alegrete, será colocado em pauta.